(Foto: Ector Gervasoni/Unoeste)
O Ministério Público do Estado de São Paulo instaurou um procedimento para apurar a situação de superlotação no Hospital Regional de Presidente Prudente, depois que pacientes passaram a ser atendidos em macas instaladas nos corredores da unidade. A investigação teve início após denúncias divulgadas pela imprensa e relatos de familiares sobre as condições de atendimento.
De acordo com a denúncia, pacientes aguardavam vagas para internação em locais considerados inadequados. Um dos casos envolve um paciente que precisava de cirurgia com urgência e, mesmo após conseguir transferência para o Hospital Regional, permaneceu no corredor à espera de um leito. A situação motivou o Ministério Público a solicitar esclarecimentos sobre a capacidade da unidade e as medidas adotadas para enfrentar o problema.
Em nota, o Departamento Regional de Saúde informou que o Hospital Regional é referência em atendimentos de média e alta complexidade para os 45 municípios da região e confirmou que a unidade opera acima da capacidade. Segundo o órgão, o aumento da demanda é consequência da alta nos casos de doenças respiratórias durante o inverno. O DRS afirmou ainda que todos os pacientes são atendidos conforme a classificação de risco do Protocolo de Manchester e que mantém diálogo com os serviços de saúde da região para reorganizar os encaminhamentos.
O Ministério Público agora acompanha o caso para verificar se houve falhas na prestação do serviço e quais providências deverão ser adotadas para garantir atendimento digno e seguro aos pacientes.
Fonte: G1 Presidente Prudente e Região.
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