sábado, 20 de junho de 2026

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Brasil resolve o jogo no primeiro tempo e vence o Haiti na onda de Matheus Cunha


Pode ser uma imagem de futebol americano, futebol e texto que diz "llo NME ME DEPOT EDEPOT DI"

(Foto: REUTERS/Dylan Martinez)

Atacante marca duas vezes, Vini Jr. faz o outro, e Seleção de Ancelotti vence a primeira na Copa. Raphinha é substituído com suspeita de lesão e preocupa
O Brasil venceu a primeira na Copa do Mundo. Não foi contra um grande adversário nem depois de grande exibição. Mas o primeiro tempo deu para o gasto contra o frágil Haiti. Foi o suficiente para ganhar por 3 a 0, nesta sexta-feira, na Filadélfia, e liderar o Grupo C.
A noite foi de uma das novidades que não eram tão novidades assim. Matheus Cunha recuperou a posição de titular e marcou duas vezes - comemorou como surfista paraibano e fingiu se equilibrar numa prancha. Vini Jr., novamente um dos melhores do time, fechou o placar na segunda rodada da Copa.
Diante da lotação máxima - o estádio da Filadélfia recebeu 68.324 pessoas -, o resultado foi construído com luta e na pressão alta, um dos caminhos do gol neste Mundial de 2026.
Como fica?
O Brasil lidera o grupo C, com saldo de três gols. São quatro pontos, como Marrocos, que venceu a Escócia por 1 a 0.
Na próxima quarta-feira, o time de Carlo Ancelotti enfrenta a Escócia, às 19h - o jogo será no estádio Hard Rock, em Miami. Ancelotti disse que esperar contar com Neymar, que seguiu treinamento individual e não viajou para a Filadélfia.

COPA DO MUNDO DA FIFA jogos de hoje dia 20 de junho de 2026


Pode ser uma imagem de futebol americano, futebol e texto

14h00 CazéTV/Sport-TV5
Holanda x Suécia
17h00 Sbt/Globo/Nsports/CazéTV/SporTV/Sport-TV
Alemanha x Costa do Marfim
21h00 CazéTV/beIN Sports/Sport-TV4
Equador x Curaçao
00h55 Globo/SporTV/CazéTV/Sport -TV5/beIN Sports
Tunísia x Japão

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Lojão do Amigo Bonfim

 

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NOVELA DA GLOBO TRAZ À TONA A SÍNDROME DE AMAR DEMAIS: QUANDO O AMOR DEIXA DE SER SAUDÁVEL E PASSA A GERAR SOFRIMENTO

 


Dependência emocional, medo da rejeição e idealização excessiva podem estar por trás de relacionamentos que causam mais dor do que felicidade


A televisão tem o poder de provocar reflexões importantes sobre comportamentos que fazem parte da vida real. É o caso da personagem vivida por Tatá Werneck na nova novela da Globo, que tem chamado a atenção do público por mergulhar intensamente em cada relacionamento, criando expectativas rápidas, idealizando parceiros e colocando o amor como centro absoluto de sua vida.

Embora a abordagem tenha momentos de humor, especialistas alertam que situações semelhantes podem esconder questões emocionais profundas e bastante comuns.

O amor patológico, popularmente conhecido como "síndrome de amar demais", é uma forma de se relacionar que pode levar a sofrimento, frustração e perda da própria identidade. Segundo a psiquiatra Dra. Maria Fernanda Caliani, o amor saudável é diferente da dependência emocional.

"Amar é uma experiência natural e positiva. O problema surge quando a felicidade, a autoestima e o sentido da própria vida passam a depender exclusivamente da presença ou da aprovação de outra pessoa. Nesses casos, o relacionamento deixa de ser uma escolha e passa a ser uma necessidade emocional", explica a psiquiatra.

QUANDO O AMOR DEIXA DE SER SAUDÁVEL

• Medo excessivo de ficar sozinha;
• Sofrimento intenso diante de rejeições ou términos;
• Necessidade constante de contato e validação;
• Idealização rápida de parceiros;
• Ciúme excessivo e insegurança;
• Dificuldade de estabelecer limites;
• Permanência em relacionamentos prejudiciais por medo do abandono;
• Sensação de vazio quando não se está vivendo um relacionamento.

Para a especialista, esses padrões muitas vezes têm raízes em experiências anteriores.

"Muitas pessoas carregam feridas emocionais relacionadas à rejeição, abandono, baixa autoestima ou insegurança afetiva. Sem perceber, acabam buscando no outro uma sensação de preenchimento que deveria vir de dentro", afirma Dra Maria Fernanda.

O PERIGO DE TRANSFORMAR O AMOR EM SALVAÇÃO

Outro aspecto comum é a tendência de acreditar que um relacionamento será capaz de resolver todos os problemas emocionais.

A expectativa de que o parceiro traga felicidade permanente pode gerar frustração constante e relacionamentos marcados por cobranças, ansiedade e sofrimento.

"Quando alguém acredita que só será feliz se estiver ao lado de outra pessoa, cria uma pressão muito grande sobre o relacionamento. Nenhum parceiro consegue ocupar esse lugar de salvador emocional", alerta Dra. Maria Fernanda.

REDES SOCIAIS PODEM INTENSIFICAR O PROBLEMA

Em tempos de redes sociais, a idealização dos relacionamentos ganhou ainda mais força.

Casais aparentemente perfeitos, declarações públicas e demonstrações constantes de afeto podem fazer muitas pessoas acreditarem que o amor verdadeiro precisa ser intenso o tempo todo.

"A comparação constante faz com que algumas pessoas sintam que seus relacionamentos nunca são suficientes. Isso aumenta a ansiedade e reforça a busca por validação externa", explica a psiquiatra.

AMAR SEM SE ABANDONAR

Para a especialista, o amor saudável acontece quando existe troca, respeito e individualidade.

Manter amizades, projetos pessoais, autonomia e autoestima fortalecida é fundamental para construir relações equilibradas.

"Relacionamentos saudáveis são aqueles em que duas pessoas caminham juntas sem abrir mão de quem são. O amor deve acrescentar à vida, não substituir a própria identidade", afirma.

QUANDO PROCURAR AJUDA?

Se os relacionamentos são marcados por sofrimento recorrente, medo intenso da rejeição, dependência emocional ou repetição de padrões que causam dor, o acompanhamento psicológico ou psiquiátrico pode ser um importante caminho para a transformação.

Buscar ajuda não significa deixar de acreditar no amor. Pelo contrário.

Significa aprender a construir relações mais conscientes, maduras e saudáveis.

Porque amar é importante. Mas amar a si mesma continua sendo a base de qualquer relacionamento saudável.

Fonte: Dra. Maria Fernanda Caliani, psiquiatra.