Foto: Reprodução/Idaho Department of Correction
Por Fernando Moreira / fonte: O Extra
O estado de Idaho, nos Estados Unidos, está implementando um novo protocolo para execuções por pelotão de fuzilamento. Como parte das regras, o Departamento de Correções prevê o recrutamento de policiais voluntários e qualificados para compor a equipe responsável pelo procedimento.
Segundo o protocolo, apenas agentes certificados, com experiência profissional e treinamento específico, poderão participar voluntariamente. Três atiradores serão designados para efetuar os disparos, enquanto outros integrantes atuarão como reserva e na coordenação da execução. A identidade dos participantes permanecerá sob sigilo.
A adoção do método ocorre após dificuldades enfrentadas pelo estado na aplicação da injeção letal, incluindo uma execução que não pôde ser concluída em 2024 devido à impossibilidade de acesso venoso no condenado. Desde então, autoridades estaduais passaram a defender o pelotão de fuzilamento como uma alternativa considerada mais eficaz para o cumprimento das sentenças de morte.
Para receber o novo procedimento, Idaho investiu na modernização da câmara de execução da Penitenciária de Segurança Máxima do estado. O protocolo estabelece normas detalhadas sobre a posição do condenado, a atuação dos agentes e os procedimentos médicos para confirmação da morte.
A medida reacende o debate sobre a pena de morte nos Estados Unidos. Enquanto defensores afirmam que o método é mais confiável do que a injeção letal, organizações de direitos humanos continuam criticando sua adoção por considerá-lo um método de execução cruel.
É importante destacar que o recrutamento não é aberto ao público. Os voluntários são agentes de segurança que atendem aos requisitos estabelecidos pelo Departamento de Correções de Idaho.



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