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terça-feira, 22 de setembro de 2026
Taxa de retorno nas saídas temporárias chega a 99,6%, mas medo persiste na população
(crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)
Dados oficiais mostram que a imensa maioria dos presos liberados nas saídas temporárias — conhecidas como "saidões" — retorna às unidades prisionais no Distrito Federal, mas episódios de crimes graves cometidos por beneficiários reacenderam críticas ao regime e mantêm elevada a sensação de insegurança na população. A análise é publicada pelo Correio Braziliense em matéria de Darcianne Diogo, em 21 de setembro de 2026.
Os números
Nas cinco saídas temporárias realizadas no DF em 2026, foram liberados 7.517 detentos. Desse total, apenas 29 não retornaram — o que corresponde a 0,39%, ou seja, 99,61% cumpriram o acordo e voltaram ao presídio no prazo estabelecido.
Ainda assim, dois casos recentes ganharam grande repercussão e polarizaram o debate:
- Em agosto, um preso liberado pelo saidão foi acusado de matar uma mulher de 70 anos que o acolheu e de estuprar duas jovens no imóvel;
- No fim de agosto, detento liberado planejou e executou furto em joalheria de shopping da área central, sendo preso no dia seguinte.
Percepção distorcida
Para a promotora de Justiça Vanessa de Souza Farias, coordenadora do Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional (Nupri/MPDFT), a reação social é compreensível, mas desproporcional:
"O preso que sai, cumpre todas as condições impostas e retorna à unidade prisional no dia e no horário determinados não vira notícia. Por isso, pode surgir uma percepção social de que o descumprimento é a regra, quando os próprios dados indicam justamente o contrário".
O pesquisador Welliton Caixeta Maciel (GCCrim/UnB) acrescenta que a difusão do medo também atende a interesses econômicos: "Quanto maior a insegurança, maior o lucro para empresas de tecnologia e serviços de segurança privada".
O problema estrutural
Especialistas ouvidos pela reportagem defendem que o debate não deve se restringir à extinção ou manutenção do benefício, mas à falta de políticas contínuas de ressocialização: trabalho, educação, qualificação profissional, saúde e fortalecimento de vínculos familiares durante todo o cumprimento da pena.
Dados do centro de pesquisa Justa revelam um desequilíbrio expressivo de investimentos: para cada R$ 5.423** destinados às polícias no Brasil, **R$ 1.169 vão ao sistema prisional e apenas R$ 1 é aplicado em políticas exclusivas para pessoas egressas — correspondendo a 0,001% dos gastos estaduais.
O perfil educacional da população carcerária do DF reforça o quadro:
- 25,2% têm ensino médio completo;
- 7.267 não concluíram o ensino fundamental;
- Apenas 357 terminaram curso superior.
"O trabalho e a educação não representam benefício indevido ao preso. São instrumentos de segurança pública, porque o interesse da sociedade é que aquela pessoa, quando retornar ao convívio social, tenha melhores condições de não voltar a delinquir", defendeu Vanessa de Souza Farias.
Fonte: DIOGO, Darcianne. Baixa estatística de fugas em saidões não diminui sensação de insegurança. — Correio Braziliense, 21 de setembro de 2026. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/cidades-df/2026/09/7503964-baixa-estatistica-de-fugas-em-saidoes-nao-diminui-sensacao-de-inseguranca.html
Mulher cai em fossa séptica no próprio quintal e teme ser enterrada viva nos EUA
Foto: Reprodução/X
Uma mulher viveu um drama assustador ao cair em uma fossa séptica no quintal de sua casa, em Long Island, na região de Nova York, nos Estados Unidos. O acidente aconteceu no dia do aniversário dela, na quinta-feira (17/09). A informação foi publicada pelo portal Extra / Globo em 21 de setembro de 2026, assinada pelo jornalista Fernando Moreira.
Danielle Tammone, de 47 anos, caminhava pelo jardim quando o solo cedeu de forma repentina e ela despencou cerca de 2,5 metros de profundidade. O incidente ocorreu justamente no dia em que ela completava mais um ano de vida.
"Aconteceu tão rápido. Meus pés afundaram um pouco, mas foi questão de segundos. Eu nem tive tempo de reagir", relatou Danielle à emissora 1010 WINS, conforme reproduzido na matéria.
No fundo do buraco, a fisioterapeuta sentiu o desespero tomar conta: "Pensei: 'posso morrer hoje. Isso pode não acabar bem. Posso ser enterrada viva'", contou. A fossa, construída em pedra, estava parcialmente desmoronando, com pedaços de grama pendurados perigosamente sobre ela enquanto pedia socorro.
Seus vizinhos, com quem nunca havia falado antes, ouviram os gritos e correram para ajudar. No início, não sabiam de onde vinha a voz. "Achamos que ela estava no galpão. Não estávamos olhando para o chão", disse a vizinha Christine Chanowsky à CBS. Ao localizar a origem dos gritos, acionaram os serviços de emergência.
Equipes de resgate chegaram rapidamente e retiraram Danielle do local usando uma escada, em cerca de dez minutos de operação tensa. Ela foi levada para atendimento médico, encontra-se machucada, mas em recuperação.
A fossa séptica é um sistema de tratamento de esgoto doméstico comum em áreas sem rede pública de coleta. Ainda não está claro se havia acúmulo de resíduos no interior do buraco no momento do acidente.
Fonte: MOREIRA, Fernando. Mulher 'desaparece' após cair em fossa séptica em quintal e teme ser 'enterrada viva'. — Extra/Globo, 21 de setembro de 2026. Disponível em: https://extra.globo.com/blogs/page-not-found/post/2026/09/mulher-desaparece-apos-cair-em-fossa-septica-em-quintal-e-teme-ser-enterrada-viva.ghtml
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