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segunda-feira, 23 de março de 2026
Operação Monster: DEIC desmantela laboratório clandestino de anabolizantes em condomínio de luxo
Ação da DIG de Presidente Prudente cumpriu 17 mandados de busca em três estados; líder do esquema e "químico" do grupo foi preso em flagrante.
Em uma ofensiva contra a falsificação de medicamentos e o comércio ilegal de substâncias de ganho muscular, a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG/DEIC-8), deflagrou na manhã desta segunda-feira a Operação Monster. A ação é o resultado de cinco meses de uma investigação minuciosa que revelou um sofisticado esquema de produção de fármacos adulterados.
O centro das operações do grupo funcionava de forma camuflada no interior de uma residência em um condomínio fechado de Presidente Prudente. No local, os policiais encontraram uma estrutura completa de montagem: equipamentos de mistura, substâncias em pó e líquidas de origem desconhecida, além de milhares de comprimidos e ampolas de uso proibido ou controlado, prontos para a venda.
Marketing da Ilusão e Influenciadores
Um dos pontos que mais chamou a atenção dos investigadores foi o profissionalismo do grupo criminoso. Para enganar os consumidores, os investigados criaram uma marca própria de laboratório, com rótulos desenvolvidos por designers e ampla divulgação em redes sociais. O esquema contava, inclusive, com o apoio de influenciadores do segmento fitness para conferir uma falsa credibilidade aos produtos.
Alvos e Apreensões
Ao todo, a Justiça autorizou 17 mandados de busca e apreensão. Além de Presidente Prudente — onde duas academias de musculação foram alvos das diligências —, as equipes atuaram simultaneamente na capital paulista e em Guarapari, no Espírito Santo.
O balanço da operação inclui:
- Vasto material eletrônico (celulares, notebooks e tablets);
- Documentos e apetrechos de embalagem (selos, lacres e rótulos);
- Maquinário industrial para manipulação de substâncias;
- Milhares de unidades de medicamentos falsificados.
Prisão e Próximos Passos
O principal alvo da operação, identificado pelas iniciais J.S., de 35 anos, foi preso em flagrante. Apontado como o proprietário da marca falsa e o responsável técnico ("químico") pela manipulação das misturas, ele responderá por crime hediondo (Artigo 273 do Código Penal), cuja pena pode chegar a 15 anos de reclusão.
Outras sete pessoas foram conduzidas à delegacia especializada para interrogatório. De acordo com a DEIC, o inquérito policial prossegue com o objetivo de identificar novos integrantes da organização criminosa e rastrear a rede de distribuição dos produtos nocivos à saúde.
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