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segunda-feira, 20 de julho de 2026
Operação Argos prende 14 pessoas e desarticula esquema de tráfico de drogas no interior paulista
Ação da Polícia Civil contou com apoio de helicóptero, mais de 100 policiais e teve como alvo uma organização criminosa que atuava no armazenamento, distribuição de drogas e arrecadação de dinheiro do tráfico.
Uma grande operação da Polícia Civil do Estado de São Paulo resultou na prisão de 14 pessoas na manhã desta quinta-feira (16), durante a Operação Argos, deflagrada em São José do Rio Pardo, no interior paulista. A ação teve como objetivo desarticular uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas na cidade e em municípios da região.
Coordenada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Casa Branca, a operação mobilizou mais de 100 policiais civis do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 9 (Deinter 9) e contou com o apoio aéreo de um helicóptero do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope).
As investigações, desenvolvidas ao longo de aproximadamente dois meses, identificaram um grupo criminoso responsável por diferentes etapas da atividade do tráfico, incluindo o armazenamento de entorpecentes, a distribuição das drogas, a comercialização e o recolhimento dos valores obtidos com a venda ilícita.
Durante a operação, os policiais cumpriram 12 mandados de prisão preventiva. Além disso, outros dois suspeitos foram presos em flagrante por posse de entorpecentes e um adolescente foi apreendido por ato infracional análogo ao crime de tráfico de drogas.
Nas diligências, os agentes apreenderam porções de maconha e cocaína, além de munições e uma réplica de pistola, materiais que serão incorporados às investigações.
Segundo a Polícia Civil, ao longo do trabalho investigativo outras quatro pessoas já haviam sido presas em ações anteriores relacionadas ao mesmo grupo criminoso.
A Operação Argos representa mais um importante golpe contra o tráfico de drogas no interior paulista e reforça o trabalho integrado das equipes especializadas da Polícia Civil no combate às organizações criminosas e à criminalidade organizada na região.
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POLÍCIA CIVIL CONCLUI INVESTIGAÇÃO SOBRE ACIDENTE FATAL EM DRACENA E INDICIA DOIS MOTORISTAS POR 'RACHA'
Laudos periciais e imagens de monitoramento apontam que veículos trafegavam muito acima da velocidade permitida; motociclista morreu no local após forte colisão
A Polícia Civil do Estado de São Paulo concluiu o inquérito que investigou o grave acidente de trânsito ocorrido na madrugada de 6 de dezembro de 2025, no cruzamento da Avenida Presidente Roosevelt com a Rua Marechal Rondon, na região central de Dracena. A colisão resultou na morte do motociclista Rafael Kinoshita de Castro Silva e levou ao indiciamento de dois motoristas por participação em disputa automobilística não autorizada em via pública, conhecida popularmente como "racha".
A investigação foi conduzida por equipes do 1º e 2º Distritos Policiais de Dracena e reuniu um amplo conjunto de provas técnicas, incluindo laudos periciais, imagens de câmeras de monitoramento e depoimentos de testemunhas, que permitiram esclarecer a dinâmica do acidente.
Segundo a Polícia Civil, as imagens analisadas revelaram que dois automóveis, um Ford Fusion e um Fiat Siena, trafegavam lado a lado, em aceleração simultânea, momentos antes da colisão.
Os laudos do Instituto de Criminalística apontaram que ambos os veículos circulavam em velocidades muito acima do limite permitido para a via, que é de 40 km/h. As análises indicaram que o Fiat Siena estava entre 88 e 98 km/h, enquanto o Ford Fusion atingia velocidade entre 108 e 120 km/h pouco antes do impacto.
Ainda conforme a perícia, o motociclista atravessava o cruzamento quando foi violentamente atingido pelo Ford Fusion. Com a força da colisão, a vítima foi arremessada por dezenas de metros. O exame necroscópico concluiu que a morte ocorreu em decorrência de politraumatismo.
Os exames toxicológicos também fizeram parte da investigação. De acordo com a Polícia Civil, o motociclista não havia consumido álcool nem drogas. Já o condutor do Ford Fusion apresentou concentração de 0,5 grama de álcool por litro de sangue, conforme resultado do exame toxicológico.
Diante das provas reunidas, a autoridade policial concluiu que houve elementos suficientes para o indiciamento dos dois motoristas.
O condutor do Ford Fusion foi indiciado pelo crime de participação em disputa automobilística não autorizada com resultado morte, previsto no artigo 308, §2º, do Código de Trânsito Brasileiro.
Já o motorista do Fiat Siena responderá pelo mesmo crime, além dos delitos de omissão de socorro e abandono do local do acidente para fugir à responsabilidade penal ou civil, previstos nos artigos 304 e 305 do Código de Trânsito Brasileiro.
Com a conclusão das investigações, o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que darão prosseguimento às medidas legais cabíveis.
A Polícia Civil destacou que o trabalho investigativo foi fundamental para esclarecer as circunstâncias do acidente e reforçou que disputas de velocidade em vias públicas representam grave risco à segurança da população, podendo resultar em consequências irreparáveis, como a perda de vidas.




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