segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Diretora funerária flagrada 'assistindo a desenho' com corpo diz que ama bebês mortos: 'Nunca deixados sozinhos'

Mãe que perdeu filho de apenas três semanas denunciou Amie Upton, dona de um serviço funerário, ao fazer descoberta chocante na sala da mulher 

Por Carolina Brasil


Foto: Reprodução/Facebook

Proibida de trabalhar em hospitais depois de ser flagrada por uma mãe em luto com o filho morto numa cadeirinha de bebê, "assistindo a desenho animado", a diretora funerária Amie Upton se defendeu, dizendo que “ama” as crianças mortas de quem cuida.

Amie, de 38 anos, está banida de entrar em alas de maternidade e em necrotérios de Leeds (Reino Unido), após uma investigação da BBC revelar que a agente funerária mantinha corpos de bebês em sua própria casa, em condições descritas por famílias como "sujas" e "inapropriadas".

Ela criou o serviço funerário Florrie’s Army em 2017, após perder uma filha natimorta. Em entrevista ao jornal "Daily Mirror", Amie foi perguntada se as famílias queriam que os bebês ficassem em casa com ela.

"Eu sei que aqui os bebês nunca eram deixados sozinhos. Não quero criticar os serviços de necrotério e nem a indústria funerária… mas eu sei que aqui, os bebês nunca eram deixados sozinhos", justificou.

Segundo Amie, ela garantia que os bebês não fossem “deixados na geladeira” como é feito na "industria funerária".

"Eu estava aqui o tempo todo, e os bebês só conheciam o amor. Eu sempre fiz o meu melhor por esses bebês. Eles nunca foram deixados sozinhos, foram amados, sabe?", contou.

A mulher responsável por denunciar Amie, Zoe Ward, de 32 anos, perdeu o filho Bleu com apenas três semanas de vida, em 2021.

Zoe deixou o bebê aos cuidados do Florrie’s Army, mas, ao visitar a casa da diretora funerária, se deparou com uma cena que a deixou em choque.

"Eu percebi que era o Bleu e ela [Amie] disse: 'Entra, estamos assistindo a um desenho animado. Tinha um arranhador de gato no canto, dava para ouvir um cachorro latindo e havia outro bebê [morto] no sofá. Não era uma visão agradável. Eu liguei para minha mãe dizendo: 'Isso não está certo'... Eu gritava no telefone: 'Está sujo, está imundo, ele não pode ficar aqui'", relatou.

A mãe retirou o corpo do filho imediatamente com a ajuda de outro agente funerário.

"Não queria que ele ficasse naquela casa", desabafou Zoe, dizendo ter ficado "triste e com raiva" após a experiência.

fonte:https://extra.globo.com/

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