
Foto: Stephanie Fonseca/g1
Envolvida, de 42 anos, teve a prisão preventiva mantida pela Justiça em audiência de custódia nesta quarta-feira (1º) e foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista (SP).
Por g1 Presidente Prudente
Um levantamento oficial feito pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) constatou que a mulher, de 42 anos, presa na cidade de Tarabai (SP) pelo crime de atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, realizou um total de 31.304 ligações telefônicas ao número de emergência 190 durante o período de 1º de janeiro de 2021 a 30 de maio de 2022.
Isso significa uma média de 60,78 telefonemas por dia para a corporação.
De acordo com o balanço divulgado nesta quarta-feira (1º), as chamadas foram realizadas através de três números diferentes de telefones celulares ao longo do período de 515 dias.
Além desse total de ligações direcionadas à Polícia Militar, ainda é atribuída à mesma mulher a autoria de mais de 300 telefonemas feitos à Delegacia da Polícia Civil, em Tarabai.
O delegado Rafael Guerreiro Galvão, que é o responsável pelas investigações sobre o caso, lembrou ao g1 que a Justiça já havia concedido uma medida cautelar que impedia a mulher de ir à delegacia sem estar acompanhada de uma pessoa que respondesse por ela.
Após a determinação judicial, ela passou, segundo Galvão, a ligar para a delegacia para ofender os policiais.
“Ela ia à delegacia e xingava os policiais, desacatava, ameaçava, principalmente, quando eram policiais mulheres, ela gostava de ameaçar ainda mais”, salientou o delegado.
“Ela sempre quis xingar policiais. Ela sempre teve esse problema. Xingava policiais, desacatava, ameaçava, muito antes dessas ligações, tanto é que ela não podia nem se aproximar da delegacia. Então, ela sempre demonstrou ódio a policiais civis e militares da cidade”, disse Galvão.
O responsável pelas investigações identificou que as ligações às repartições policiais eram feitas, basicamente, de três celulares que a mulher tinha.
Como a Justiça também havia concedido uma medida cautelar para desabilitar uma linha dela, a envolvida começou, após essa determinação judicial, a ter de fazer as chamadas de outros celulares.
“Avalio como algo totalmente anormal, patético e bizarro”, declarou Galvão ao g1 ao analisar o comportamento adotado pela mulher.
Na manhã desta quarta-feira (1º), a mulher foi submetida à audiência de custódia, em Presidente Prudente (SP), e, após ter a prisão preventiva mantida pela Justiça, acabou transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista (SP).
Ela irá responder pelo crime de atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, previsto no artigo 265 do Código Penal. A lei estipula uma pena de reclusão, de um a cinco anos, e multa para quem atentar contra a segurança ou o funcionamento de serviço de água, luz, força ou calor, ou qualquer outro de utilidade pública.
Prisão preventiva
A Polícia Civil prendeu na terça-feira (31) a mulher, de 42 anos, que é suspeita de ter realizado milhares de ligações telefônicas aos serviços de prontidão e de atendimento de emergência das polícias Civil e Militar, em Tarabai (SP).
De acordo com o delegado Rafael Galvão, a mulher não deixou de fazer as ligações mesmo após ter sido proibida por ordem da Justiça de continuar a adotar tal procedimento.
A insistência nos atos fez com que a Polícia Civil pedisse ao Poder Judiciário a decretação da prisão preventiva da suspeita, medida que foi atendida após a concordância do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP).
As investigações tiveram início depois que o comando da Polícia Militar em Tarabai relatou à Polícia Civil que a mulher teria feito, no período de menos de um mês, 800 ligações para o número 190, que é o serviço de prontidão da corporação.
Os telefonemas, segundo o delegado Galvão, não indicavam nada de concreto ou criminoso aos policiais militares de plantão, o que causava uma série de embaraços aos agentes públicos do Estado.
Ainda de acordo com o responsável pelas investigações, o comportamento da mulher deixava evidente a sua intenção de apenas perturbar o trabalho policial.
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