quinta-feira, 2 de junho de 2022

Levantamento da Polícia Militar identifica mais de 31 mil ligações feitas em 515 dias por mulher presa por ‘perturbar’ serviço de utilidade pública


Pode ser uma imagem de 3 pessoas e área interna

Foto: Stephanie Fonseca/g1

Envolvida, de 42 anos, teve a prisão preventiva mantida pela Justiça em audiência de custódia nesta quarta-feira (1º) e foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista (SP).
Por g1 Presidente Prudente
Um levantamento oficial feito pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) constatou que a mulher, de 42 anos, presa na cidade de Tarabai (SP) pelo crime de atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, realizou um total de 31.304 ligações telefônicas ao número de emergência 190 durante o período de 1º de janeiro de 2021 a 30 de maio de 2022.
Isso significa uma média de 60,78 telefonemas por dia para a corporação.
De acordo com o balanço divulgado nesta quarta-feira (1º), as chamadas foram realizadas através de três números diferentes de telefones celulares ao longo do período de 515 dias.
Além desse total de ligações direcionadas à Polícia Militar, ainda é atribuída à mesma mulher a autoria de mais de 300 telefonemas feitos à Delegacia da Polícia Civil, em Tarabai.
O delegado Rafael Guerreiro Galvão, que é o responsável pelas investigações sobre o caso, lembrou ao g1 que a Justiça já havia concedido uma medida cautelar que impedia a mulher de ir à delegacia sem estar acompanhada de uma pessoa que respondesse por ela.
Após a determinação judicial, ela passou, segundo Galvão, a ligar para a delegacia para ofender os policiais.
“Ela ia à delegacia e xingava os policiais, desacatava, ameaçava, principalmente, quando eram policiais mulheres, ela gostava de ameaçar ainda mais”, salientou o delegado.
“Ela sempre quis xingar policiais. Ela sempre teve esse problema. Xingava policiais, desacatava, ameaçava, muito antes dessas ligações, tanto é que ela não podia nem se aproximar da delegacia. Então, ela sempre demonstrou ódio a policiais civis e militares da cidade”, disse Galvão.
O responsável pelas investigações identificou que as ligações às repartições policiais eram feitas, basicamente, de três celulares que a mulher tinha.
Como a Justiça também havia concedido uma medida cautelar para desabilitar uma linha dela, a envolvida começou, após essa determinação judicial, a ter de fazer as chamadas de outros celulares.
“Avalio como algo totalmente anormal, patético e bizarro”, declarou Galvão ao g1 ao analisar o comportamento adotado pela mulher.
Na manhã desta quarta-feira (1º), a mulher foi submetida à audiência de custódia, em Presidente Prudente (SP), e, após ter a prisão preventiva mantida pela Justiça, acabou transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista (SP).
Ela irá responder pelo crime de atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, previsto no artigo 265 do Código Penal. A lei estipula uma pena de reclusão, de um a cinco anos, e multa para quem atentar contra a segurança ou o funcionamento de serviço de água, luz, força ou calor, ou qualquer outro de utilidade pública.
Prisão preventiva
A Polícia Civil prendeu na terça-feira (31) a mulher, de 42 anos, que é suspeita de ter realizado milhares de ligações telefônicas aos serviços de prontidão e de atendimento de emergência das polícias Civil e Militar, em Tarabai (SP).
De acordo com o delegado Rafael Galvão, a mulher não deixou de fazer as ligações mesmo após ter sido proibida por ordem da Justiça de continuar a adotar tal procedimento.
A insistência nos atos fez com que a Polícia Civil pedisse ao Poder Judiciário a decretação da prisão preventiva da suspeita, medida que foi atendida após a concordância do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP).
As investigações tiveram início depois que o comando da Polícia Militar em Tarabai relatou à Polícia Civil que a mulher teria feito, no período de menos de um mês, 800 ligações para o número 190, que é o serviço de prontidão da corporação.
Os telefonemas, segundo o delegado Galvão, não indicavam nada de concreto ou criminoso aos policiais militares de plantão, o que causava uma série de embaraços aos agentes públicos do Estado.
Ainda de acordo com o responsável pelas investigações, o comportamento da mulher deixava evidente a sua intenção de apenas perturbar o trabalho policial.

Nenhum comentário:

Postar um comentário