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No universo de 679.783 eleitores, há 356.814 do gênero feminino e 322.577 do masculino; sociólogo diz que cenário segue lógica da composição da população brasileira
Eleições - DA REDAÇÃO de O Imparcial de Presidente Prudente
As mulheres são a maioria dos eleitores aptos a votar nas 53 cidades que compõem a 10ª RA (Região Administrativa) do Estado de São Paulo. Dados levantados pela reportagem junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) apontam 356.814 votantes do gênero feminino ante 322.577 do gênero masculino. No universo de 679.783 pessoas que podem ir às urnas nas eleições presidenciais deste ano, elas respondem por 52,48%, ao passo que os homens, 47,45%.
Em Presidente Prudente, maior colégio eleitoral da região, as mulheres representam 53,55% do total de 180.860 votantes, sendo 96.853 eleitoras e 83.793 homens (veja dados detalhados na tabela).
O sociólogo prudentino Marcos Lupércio Ramos destaca que este cenário é natural, uma vez que segue-se a lógica da composição da população brasileira em sua totalidade, na qual as mulheres são maioria (aproximadamente 51,8%). Aliado a isso, está a expectativa de vida, que também influencia na formação do eleitorado. Isso porque, há tempos, pesquisas apontam a diferença de expectativa de vida entre homens e mulheres no Brasil, que gira em torno de sete anos a mais para elas.
“As mesmas pesquisas indicam possíveis razões para isso, dentre elas, o fato de as mulheres praticarem com mais rigor e frequência a chamada medicina preventiva, isto é, procuram mais vezes e regularmente atendimentos na área da saúde”, expõe.
Segundo Marcos, outros elementos podem ser ressaltados para a maior expectativa em favor das mulheres, como a maior sociabilidade na terceira idade. “Nesse aspecto, o equilíbrio maior entre a saúde física e a saúde mental entre as mulheres tem contribuído para essa maior expectativa de vida, que, por outro lado, acaba refletindo em outros aspectos da cultura brasileira, como o seu maior número entre o eleitorado”, sintetiza.
Mulheres na política
O sociólogo acrescenta que, apesar de serem a maioria do eleitorado, as mulheres não são a maioria entre os eleitos, campo majoritariamente masculino. “Elas ainda participam pouco da vida política do país de maneira geral. Mas esse aspecto é reflexo do domínio masculino em instituições e instâncias que levam ao acesso de cargos públicos eletivos”, considera. “Sem acesso ao comando de instâncias partidárias e, consequentemente, aos fundos destinados aos partidos no Brasil, dificilmente as mulheres serão a maioria eleita no país”, avalia.
Marcos acredita que a mudança poderia vir por meio da legislação. “O Chile, por exemplo, na versão de sua última Constituição – ainda a ser referendada pelo plebiscito popular – prevê a paridade entre homens e mulheres entre cargos eletivos. Creio que a legislação deveria ir além da paridade, prevendo, por exemplo, para cargos como de deputados [federais e estaduais], senadores e vereadores, a contemplação racial e das minorias [indígenas, quilombolas e comunidade LGBTQI+], respeitando, é claro, o aspecto dos gêneros masculino e feminino. Ainda é utopia”, pontua.
Municípios - Presidente Venceslau
Mulheres - 15.696
Homens - 13.320
Não informado -4
Total -29.020
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