sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

Com a Quaresma, católicos honram compromisso de jejuar


Foto: Cedida

Padre Sandro salienta que jejum não é dieta nem economia financeira, aquilo que o fiel abre mão de usufruir ele o transforma em caridade, socorrendo o outro em sua necessidade material
PRUDENTE - DA REDAÇÃO de O Imparcial de Presidente Prudente
A Quaresma início ontem, período em que muitos católicos cumprem, honram a “tradição” de deixar de comer carne, como uma das formas de jejum. A grande maioria dos fiéis acaba se abstendo apenas da carne vermelha e substituindo-a pelo peixe. Mas hoje em dia muitos tiram outras coisas que “gostam muito” de seu cotidiano durante esses 40 dias, como refrigerante, chocolate, bebidas alcoólicas e até redes sociais.
JEJUM RELIGIOSO
Segundo o padre padre Sandro Rogério dos Santos, 46 anos, pároco do Santuário Diocesano de Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, localizado no Jardim Maracanã, e vigário Episcopal da Primeira Região de Pastoral de Presidente Prudente, jejum religioso é deixar de tomar uma refeição principal durante o dia.
“Todo fiel católico entre 18 e 60 está ‘obrigado’ a fazê-lo. Entretanto, fazer jejum e abstinência como ‘obrigação’ acontece somente em dois dias do ano: na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa”, expõe o padre Sandro.
Conforme ele, o jejum é uma forma de mortificação e penitência, uma abertura para Deus preencher o ser humano com o seu dom. “A pessoa foi feita para a eternidade, e essa prática ajuda a tomar consciência de tal condição; não temos aqui morada permanente. É certo que pouco valeria jejuar sem uma abertura a Deus e às outras pessoas”, coloca.
Padre Sandro salienta que jejum não é dieta nem economia financeira. Aquilo que o fiel abre mão de usufruir ele o transforma em caridade, socorrendo o outro em sua necessidade material. “A prática do jejum deve fortalecer o espírito”, acentua o vigário.
As pessoas que trabalham em serviços pesados ou que tenham qualquer problema em retirar a alimentação, padre Sandro diz que podem substituir o jejum por outra prática, como uma leitura espiritual, uma confissão sacramental, um ato de caridade... “Toda sexta-feira do ano é dia de abstinência de carne vermelha que, no caso do Brasil, fora da Quaresma pode ser substituída por atos de caridade”, menciona o sacerdote.

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