Privados de liberdade
participam do Enem na região
Serão encerradas nesta
quarta-feira (13) as provas do Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas
Privadas de Liberdade (Enem PPL) de 2023. Na região compreendida pela
Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Oeste (Croeste), mais de cinco
mil detentos se inscreveram para participar da avaliação. Na terça-feira, foi o
primeiro dia de prova para os encarcerados.
Em todo o Estado de São Paulo,
a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) registrou inscritos 21.721 presos, o
que significa um aumento de quase 11% se comparado ao ano passado. O Enem PPL
possibilita a entrada no ensino superior por meio de iniciativas como o Sistema
de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade Para Todos (Prouni) e Fundo
de Financiamento Estudantil (Fies).
A avaliação de desempenho tem a mesma
dificuldade da aplicada aos estudantes do ensino regular fora dos presídios. O
exame foca nos reeducandos que concluíram o ensino médio e é composto por
quatro provas, que juntas somam 180 questões, e uma redação em língua
portuguesa. A realização é do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e, além de auxiliar para a chegada à
universidade, também colabora para análise da educação como um todo.
Além das aulas do ensino regular,
ofertadas pelas escolas vinculadoras, a SAP em parceria com Instituto SEB
promoveu um cursinho preparatório com aulas a distância a 1.142 participantes,
entre pessoas privadas de liberdade e em medida de segurança, distribuídos em
33 unidades.
De acordo com o diretor do Grupo de
Capacitação, Aperfeiçoamento e Empregabilidade da CRSC, Diego Ferracini
Lacerda, a preparação para o Enem no sistema prisional objetiva criar as
condições favoráveis para a participação no exame, ampliando as possibilidades
de um bom desempenho. “O ingresso no ensino superior contribui para mais
oportunidades de inclusão e permanência no mercado de trabalho ocupando
melhores vagas e com remuneração maior. As notas alcançadas nas provas podem
ser utilizadas para acesso em instituições públicas ou privadas, abrindo novos
horizontes para o desenvolvimento pessoal e comunitário”, explica.

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