quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Por 2 votos a 1, CIP aprova relatório final que investiga suposto ato de corrupção ativa pelo prefeito de Martinópolis, Marco de Freita


Foto: Paula Sieplin/TV Fronteira

Resultado da votação, realizada nesta quarta-feira (14), implicará no agendamento de uma sessão extraordinária para votar cassação do mandato do chefe do Poder Executivo.
Por Paula Sieplin, TV Fronteira e g1 Presidente Prudente
A Comissão de Investigação Processante (CIP) que apura um suposto ato de corrupção ativa praticado pelo prefeito de Martinópolis (SP), Marco Antonio Jacomeli de Freita (Republicanos), aprovou, na tarde desta quarta-feira (14), o relatório final dos trabalhos iniciados em outubro de 2023, após denúncias de vereadores. O assunto também é alvo de investigações pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP).
O local contou com reforço de segurança pela Polícia Militar.
Na reunião, iniciada por volta das 14h, os vereadores Alexandre Peres Cangussu (União) e Sonia Pires Bueno Chanquini (PSD), que integram a comissão enquanto presidente e membro, respectivamente, votaram a favor da aprovação do relatório.
Em contrapartida, o vereador Marcos Xavier de Almeida Passos Junior (Republicanos), que retornou à Câmara Municipal na última quarta-feira (7), após deixar um cargo comissionado na Prefeitura, mudando a sequência de tramitação, votou contra a aprovação do processo.
Agora, uma sessão extraordinária deverá ser marcada pelo presidente do Poder Legislativo, José Elizeo Lourenço da Silva (União), ocasião em que a cassação do mandato do prefeito será votada pelo plenário.
Outro lado
À TV Fronteira, a defesa do prefeito, representada pelo advogado Flávio José de Azevedo, disse que irá aguardar ser intimada sobre a decisão, pois “não tem ciência sobre o relatório e tampouco conseguiu lê-lo”.
“Vamos aguardar a tramitação perante a Câmara Legislativa. Posteriormente a isso, nós também temos as medidas judiciais pertinentes. No caso, a gente está com um mandado de segurança vigente, o qual estamos aguardando a decisão de primeiro grau e, posteriormente, se for o caso, vamos recorrer ao Tribunal de Justiça, tendo em vista que nós entendemos que o processo da CIP tem várias máculas e vários vícios, desde o início, com o sorteio de impedidos, de vereadores que não poderiam ter sido sorteados, bem como o cerceamento de defesa em todo o processo”, afirmou o advogado.

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