segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Em doc, Belo é desmentido por amigo, ao falar de compra ilegal de arma: 'Sabe que errou' 

Cantor diz que o maior arrependimento da vida foi ter conversado com traficante 

Por Leonardo Ribeiro — Rio de Janeiro

Belo foi preso em 2002 meio a acusação de associação ao tráfico

 Foto: Reprodução/Globoplay

Com o documentário disponível no Globoplay, Belo diz que não foi fácil reviver alguns episódios da sua vida. O passado preso, por exemplo, é um deles. A obra traz reportagens da época em que o pagodeiro foi investigado por associação ao tráfico. E expõe até mesmo uma contradição. O cantor logo diz que a história de que queria comprar um fuzil de um traficante "é uma situação fictícia, não existiu", mas ele logo é desmentido por um amigo e empresário.

"A gente fez um show no Jacarezinho (na Zona Norte do Rio de Janeiro), e o Belo quis comprar um fuzil. Eu estava do lado dele, até disse: 'Espere aí, Belo'. O Belo passou o número dele para o traficante. Da casa dele. Esse número nunca mais saiu da minha mente. 'Como assim você deu o telefone da sua casa para ele?'. 'Ele me liga, eu venho comprar' (teria respondido Belo)", disse o empresário Jorge Hamilton.

A pessoa para quem Belo passou o telefone foi o traficante Vado, também conhecido como Bebeto. Ele era o líder no Jacarezinho. O ex-chefe da polícia civil, Zaqueu Teixeira disse no documentário que acabou encontrando uma relação de intimidade do pagodeiro com o traficante por acaso, enquanto interceptavam outras ligações para investigar outros membros do tráfico.

"Não estou aqui para julgar ninguém, cada um sabe o que faz. A gente que está no show business, um artista popular, você tem que falar com todo mundo. O grande erro foi o Belo ter dado o telefone da residência dele para um traficante. Ele sabe que errou", disse ainda o empresário Jorge Hamilton.

Os investigadores passaram a interpretar as ligações em que Vado e Belo usavam codinomes para o que acreditam ser cocaína e o fuzil AR-15. Em uma das interceptações, o traficante pede dinheiro emprestado ao artista. E pela interpretação da polícia, o pagodeiro diz que queria esta arma "para deixar estampada na parede", como revela uma das ligações.

"Vado pede dinheiro para comprar cocaína e oferece em troca uma AR-15, um fuzil. Eles tentavam disfarçar, mas era basicamente ridículo. Usavam expressões como 'tecido fino', 'tênis nike air', sendo este último para designar a arma", disse o ex-chefe da polícia Zaqueu Teixeira.

Em depoimento à série, Belo diz se arrepender:

"Ter falado no telefone um minuto e alguns segundos com esse cara, com certeza foi o maior erro que eu cometi na minha vida", disse.

fonte:https://extra.globo.com/

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