Levantamento feito pela consultoria Meira Fernandes aponta que quatro em cada dez instituições aplicarão correções entre 9% e 10%. Objetivo é recompor equilíbrio financeiro para manutenção das unidades
Por Caroline Nunes — Rio de Janeiro
— Foto: Freepik
Nesta semana em que os estudantes voltaram ou se preparam para voltar às aulas para o segundo semestre letivo, as escolas já trabalham no planejamento do próximo ano. Levantamento feito pela consultoria Meira Fernandes, especializada em instituições de ensino particulares, aponta que 98,76% das unidades vão aumentar as mensalidades em 2026, sendo que quatro em cada dez aplicarão reajustes entre 9% e 10%. Em alguns casos, porém, a correção poderá chegar a 15%.
Mabely Meira Fernandes, diretora jurídica da consultoria, explica que os reajustes têm como objetivo recompor o equilíbrio financeiro necessário para a manutenção das instituições. Entre os fatores citados estão os atrasos e a inadimplência, que comprometem o caixa das escolas, os reajustes salariais de professores e auxiliares e os custos gerados pela nova lei federal que proíbe o uso de celulares em sala de aula.
— Em nosso segmento, não falamos mais em aumento, mas em recomposição, buscando equilíbrio financeiro frente a obrigações legais e demandas operacionais que as escolas precisam cumprir para funcionar de maneira legal — afirma a diretora.
A pesquisa foi realizada entre 12 de junho e 18 de julho pela consultoria que assessora cerca de 1.500 escolas particulares que, juntas, atendem mais de 74.370 crianças e adolescentes. Entre as instituições que aplicarão reajustes, os percentuais serão distribuídos da seguinte forma:
- 5,59% das escolas - 5% a 6% de aumento
- 6,21% das escolas - 6% a 7% de aumento
- 8,70% das escolas - 7% a 8% de aumento
- 14,91% das escolas - 8% a 9% de aumento
- 39,75% das escolas - 9% a 10% de aumento
- 14,29% das escolas - 10% a 11% de aumento
- 3,11% das escolas - 11% a 12% de aumento
- 2,48% das escolas - 12% a 13% de aumento
- 0,62% das escolas - 13% a 14% de aumento
- 2,48% das escolas - 14% a 15% de aumento
- 0,62% das escolas - 15% ou mais
- 30% das escolas fizeram investimentos físicos: câmeras, armários, cofres.
- 14% contrataram ou remanejaram funcionários para monitorar uso de celulares.
- 45% promoveram treinamentos internos com professores e funcionários sobre a nova lei.
- 16% buscaram assessoria jurídica educacional.
- 30% criaram materiais de comunicação sobre a nova política.
- 53% realizaram eventos de sensibilização com a comunidade escolar sobre os riscos do uso indevido do celular.
- 25% adquiriram novas ferramentas pedagógicas para substituir o uso do celular em atividades educativas.
- 21% implementaram programas de bem-estar digital.
- 18,01% das escolas - atrasos entre 0,5% e 1%
- 14,29% das escolas - atrasos entre 1% e 2%
- 26,71% das escolas - atrasos entre 2% e 3%
- 19,88% das escolas - atrasos entre 4% e 5%
- 21,12% das escolas - atrasos acima de 5%
- 34,78% das escolas - 1% a 2%
- 30,43% das escolas - 2% a 3%
- 17,39% das escolas - 4% a 5%
- 8,70% das escolas - 5% a 6%
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