quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Em ‘Vale tudo’, César descobre que ele herdará 50% do Grupo TCA com a morte de Odete


Foto: Reprodução/TV Globo

Na releitura da novela, Odete e Raquel ganham contornos mais intensos que em 1988 

Por Zean Bravo

O maniqueísmo que envolve a heroína e a grande vilã de “Vale tudo” ficou mais evidente na releitura da novela. Na trama atual, Odete (Debora Bloch) e Raquel (Taís Araujo) apresentam traços ainda mais intensos do que as personagens originais, interpretadas por Beatriz Segall e Regina Duarte, respectivamente, em 1988.

A megera de hoje consegue ser mais cruel do que a do passado. Sua maldade não se limita à manipulação cotidiana: ela chega ao ponto de manter escondido o filho Leonardo (Guilherme Magon), mesmo depois de saber que ele poderia doar a medula para o irmão, Afonso (Humberto Carrão), diagnosticado com leucemia. Essa persistência em proteger apenas seu próprio interesse torna a antagonista atual ainda mais estratégica, implacável e egoísta.

Raquel, por sua vez, é retratada como o símbolo da honestidade. A atual protagonista, que tem como lema a máxima “quem mente rouba, e quem rouba mata”, se mostra uma mulher mais íntegra ainda do que a da versão original. Enquanto a mocinha de Regina Duarte aceitou ser amante de Ivan (Antonio Fagundes) quando ele ainda era casado com Heleninha (Renata Sorrah), em 2025 a dona da Paladar só reatou com seu grande amor depois que ele já estava separado, o que fez com que o matrimônio da artista plástica durasse muito menos no remake.

As omissões da Raquel de Taís Araujo foram esconder de Afonso que Rubinho (Julio Andrade) era pai de Fátima (Bella Campos), a pedido da filha, quando ela estava noiva do herdeiro dos Roitman, além de não se opor com firmeza ao saber que Ivan (Renato Góes) iria subornar um fiscal da Receita Federal.

Essa distância ainda maior entre os valores das personagens centrais traz, de um lado, uma vilã capaz das maiores atrocidades e, do outro, a integridade inabalável de Raquel. Em 1988, a bilionária era terrível, mas deixava transparecer afeto pelos filhos e pelo neto. Hoje, ela se coloca sempre em primeiro plano. Tanto que resolveu se casar com o amante da ex-mulher do caçula logo após descobrir o câncer do rapaz.

O lado menos cruel da vilã só tem vindo à tona quando o assunto é o atual marido. Nos capítulos desta semana, César (Cauã Reymond) se surpreende ao descobrir que, em seu contrato de casamento, está previsto que ele herdará 50% do Grupo TCA com a morte de Odete.

Em 1988, Odete fez a filha acreditar que era responsável pela morte do irmão num acidente. O segredo veio à tona na reta final, quando uma ex-empregada revelou que Odete dirigia o carro na noite da tragédia. Agora, a vilã foi mais longe e inventou a morte do rapaz, que está vivo.

Há quem ame odiar Odete, mas a verdade é que ela comete absurdos a ponto de não poupar nem mesmo os próprios filhos com sua acidez: “A maternidade é uma coisa que não compensa, está comprovado. Os filhos dão trabalho, custam caro, e depois eles ainda têm que te apunhalar pelas costas para sentirem que cresceram”, disse a malvada.

fonte:https://extra.globo.com/

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