quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Filha de João Paulo, ex dupla de Daniel, Jéssica Reis estreia na música com recado do pai: 'Surpresa'

Neste mês, em que a morte do cantor em um acidente de carro completa 27 anos, a filha, que tinha apenas 6 anos na época, celebra o bom resultado de 'Meu grande parceiro' 

Por Isabella Cardoso


 Foto: Bella/Tenda fotografia

“Filha, eu sei que você está disposta a seguir meus passos na música. Quero que saiba que vou estar sempre ao seu lado, guiando cada passo seu. Sei que tem uma canção linda em minha homenagem, deixa sua voz ecoar porque vou estar aqui ouvindo cada nota. Então, minha filha, é hora de brilhar. Cante para mim, cante para o mundo”. É com essa mensagem em vídeo, criada por meio de inteligência artificial, que João Paulo, da antiga dupla com Daniel, “volta” para apresentar ao público sua filha, Jéssica Reis, de 34 anos. Neste mês, em que a morte do cantor em um acidente de carro completa 28 anos, a filha, que tinha apenas 6 anos na época, celebra o bom resultado de “Meu grande parceiro”. O primeiro single dela, lançado na semana do Dia dos Pais, já acumula mais de 700 mil visualizações no YouTube e uma série de elogios nos comentários.

— Não imaginava um negócio desse! Ver meu pai através da inteligência artificial foi uma surpresa da equipe. Era muito real, parecia até que ele tinha gravado o vídeo antes de morrer. Até a falhinha no meio do dente era igual — detalha Jéssica, que mesmo anos depois, sente viva a presença do pai: — Quando estou entrando num show, bate aquele nervosismo e fico pensando se as pessoas vão gostar. Aí sinto uma paz e imagino ele falando “Filha, estou contigo”.

A jovem, formada em Medicina Veterinária, deu os primeiros passos na música após ser convidada por Daniel para um show em 2017. Anos depois, em 2023, ele a chamou para a gravação do DVD em que comemorava 40 anos de carreira. Interpretando a música “Estrela perdida”, Jéssica seguiu em turnê com a ex-dupla do pai por todo o Brasil durante dois anos. O grande empurrão para ela aceitar foi da mãe, Roseni dos Reis.

— Antes, eu não queria minha filha no meio artístico de jeito nenhum, pois sei o quanto é difícil. Incentivava que ela estudasse, se formasse. Mas como veterinária ela foi morar sozinha numa fazenda e comecei a ficar preocupada. Até que ela tomou um coice no rosto de um cavalo, que acabou com o nariz dela. Pensa num desespero! Depois disso, mudei de ideia e, quando Daniel perguntou se ela poderia participar do DVD, falei: “É lógico que ela pode. Enfia Jéssica na mala e leva (risos)!”

Daniel também a incentivou:

— Na época do DVD, ele disse que eu estava pronta, mas precisava estudar. Eu só cantava no chuveiro, não tinha técnica. Agora estou fazendo aula de canto e aprimorando o lado da interpretação — conta Jéssica, que gravou como primeira música uma canção composta há 20 anos por Sérgio Mazurega e Monalisa Nunes.

— Durante a turnê com Daniel, Monalisa me perguntou se eu já tinha pensado em fazer carreira solo. Falei que sim, mas que não sabia como fazer isso.

Em breve, Jéssica vai participar de um projeto da dupla Luiz Paulo e Léo chamado “Tributo a João Paulo”. Ela também está escolhendo repertório para os próximos lançamentos e quer construir uma carreira com mensagens positivas.

— Quero uma música animada, mostrar como enxergo a vida. Não vou cantar sobre bebedeira, traição. Quero algo raiz, que envolve natureza, romance, autoestima — diz a cantora, que tem como inspiração cantores como Almir Sater, Gian e Giovani, Gusttavo Lima, Maiara e Maraisa e Ana Castela.

— Como o pai ficava pouco em casa, quando ele estava eu queria ficar o tempo todo junto. Tinha uma salinha de estudos em casa e ele recebia amigos. Desde pequenininha, eu tinha meu microfone, meu violão e entrava lá para ficar com o pessoal. Minha mãe não conseguia me segurar. Ele também tinha uma filmadora e gravava muita coisa. Tenho muitos vídeos do pai tocando, cantando, beijando minha mãe...

Jéssica conta como ela e a mãe se reergueram:

— Muita gente pensou que a gente perderia tudo o que ele conquistou. Mas mantivemos nossas propriedades: casas, apartamentos, fazenda. Minha mãe aprendeu a administrar, fazer manejo do gado. A gente nunca passou por aperto.

— Tem a Jéssica que anda em casa suja cuidando dos animais, mexendo com planta. Mas também adoro usar brilho, bota, me maquiar, viver esse glamour — diz ela, que afirma estar vivendo a vida que sempre sonhou: — Sempre quis usar roupas chiques, gostava de tocar violão, cantar. Agora estou até virando uma artista! Tudo o que sonhei, Deus já realizou.

— Tive paixonites, mas nunca namorei na vida. Sempre fui muito cabeça, preocupada com estudo, com a faculdade. Fui criada na igreja e nunca gostei de ir à balada. Agora estou focada na carreira, mas só vou namorar a pessoa que Deus enviar para mim, que vai me fazer feliz, me valorizar, me respeitar e respeitar minha família. Vai ser no momento Dele.

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