Por: Elenize Oliveira Fonte: Redação Cenário MS
Foto: Elenize Oliveira/Cenário MS
Miguelina completaria 26 anos na próxima semana, era natural de Chuquisaca e dona de casa
A mulher encontrada morta dentro de um ônibus de viagem em Santa Rita do Pardo foi oficialmente identificada como a boliviana Miguelina Puya Janko, de 25 anos.
A perícia, realizada no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) de Bataguassu, cidade vizinha, confirmou que a jovem morreu após o rompimento de cápsulas de cocaína que transportava em seu estômago.
Ao todo, 78 invólucros da droga foram encontrados em seu corpo, totalizando 955gr da droga.
Segundo o registro da ocorrência, Miguelina era passageira de um ônibus que trafegava pela rodovia MS-040. Ela passou mal e morreu ainda dentro do veículo, antes de chegar ao perímetro urbano de Santa Rita do Pardo.
Ao perceber a gravidade da situação, o motorista dirigiu o ônibus até a frente da delegacia da Polícia Civil da cidade. Socorristas foram chamados ao local, mas apenas puderam constatar que a jovem já estava sem vida.
O corpo foi então encaminhado ao IMOL de Bataguassu para o exame de necropsia, que foi decisivo para revelar a causa da morte e a grande quantidade de entorpecentes.
O caso, agora tratado como tráfico internacional de drogas com resultado morte, segue sob investigação.
De acordo com seus documentos, Miguelina Puya Janko era natural da região de Chuquisaca, na Bolívia, solteira, dona de casa e completaria 26 anos no próximo dia 27 de setembro.
O drama das 'mulas' e a rota de alto risco em MS
A trágica morte de Miguelina ilustra o drama das "mulas do tráfico", pessoas aliciadas por facções criminosas para transportar drogas dentro do próprio corpo, submetendo-se a um risco duplo e extremo. O primeiro é o de morte: o rompimento de apenas uma cápsula pode causar uma overdose fulminante. O segundo é o legal: caso sejam interceptadas, enfrentam penas severas por tráfico internacional.
Por sua posição geográfica na fronteira com Bolívia e Paraguai, Mato Grosso do Sul é um corredor estratégico para o narcotráfico. A prisão de "mulas" em rodovias e terminais é uma ocorrência constante no estado, representando um desafio contínuo para as forças de segurança.
Frequentemente, o perfil dos aliciados é o de pessoas em situação de grande vulnerabilidade social, atraídas por promessas de dinheiro que acabam custando a própria vida.
A investigação sobre a morte de Miguelina agora busca identificar os responsáveis por recrutá-la para essa rota fatal.
Conteúdo exclusivo: A identificação e apuração do histórico dos envolvidos neste crime é fruto de uma investigação da equipe de jornalismo do Cenário MS.
fonte; O Cenário MS

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