Belo conta que se emociona toda vez que grava no local inspirado na Brasilândia, em São Paulo
Por Thomaz Rocha
Foto: Estevam Avellar/ Rede Globo/ Divulgação
Um dos cenários principais de “Três Graças”, a comunidade da Chacrinha chama atenção por seus becos e vielas, onde muita coisa aconteceu já nos primeiros capítulos da trama das nove da Globo. Inspirada na Brasilândia, bairro da Zona Norte de São Paulo, a favela foi montada dentro dos Estúdios Globo, em Curicica, Zona Sudoeste do Rio, numa área de aproximadamente 9 mil m². Por lá, moram Gerluce (Sophie Charlotte), Lígia (Dira Paes) e Joélly (Alana Cabral), as protagonistas batalhadoras da história; o temido traficante Bagdá (Xamã) marca ponto em sua laje e o misterioso Joaquim (Marcos Palmeira) trabalha em seu ferro-velho, local onde Misael (Belo), inclusive, passa a se abrigar após sofrer um atentado.
— Me emociono toda vez que passo na cidade cenográfica. Ela me lembra os becos e vielas em que eu entrava e saía. Toda hora relembro minha infância (Belo foi criado na periferia da capital paulista). Em São Paulo, não tem morro como no Rio. As comunidades são planas. A cenografia pensou até nisso para retratar a favela. Está sensacional — elogia Belo.
A equipe foi até a Brasilândia para pegar referências e montar o projeto da cidade cenográfica, que demorou dois meses para ser elaborada e mais quatro para ser construída. O traçado da novela “Volta por cima” (2024) foi aproveitado para a montagem da Chacrinha.
— A gente reaproveitou todo o arruamento e mantivemos o máximo possível das edificações e suas estruturas. Demos uma nova roupagem a elas e as verticalizamos, pois era quase tudo um pavimento só. Também usamos um outro colorido, a partir da pesquisa que a gente fez na Brasilândia. Utilizamos os revestimentos que são frequentes lá, com profusão de texturas, tijolos aparentes e cerâmica — explica Cristiane Fassini, cenógrafa da novela.
Cores vivas inspiradas nas obras do cineasta espanhol Pedro Almodóvar também inspiraram a produtora de arte Nininha Medicis a utilizar materiais da própria Brasilândia.
— Trouxemos muitos cartazes, faixas, carrinhos de papelão, tudo para garantir vida constante — pontua.
O EXTRA foi convidado para conhecer a cidade cenográfica de perto. Além da fachada das lojas, as casas e até um posto de saúde, muitos ambientes realmente têm parte interna: a Igreja Jardim da Fé, a farmácia Fundação Ferette e a própria casa de Bagdá têm cômodos de verdade, assim como o ferro-velho de Joaquim. Deu para bater muita perna e fazer um verdadeiro tour.
Veja o vídeo da visita à Chacrinha:
Nenhum comentário:
Postar um comentário