A Petrobras anunciou, no início desta semana, uma redução de 4,9% no preço da gasolina repassada às distribuidoras, o que representa cerca de R$ 0,14 a menos por litro. Essa é a segunda queda anunciada pela estatal neste ano, totalizando mais de 10% de redução no preço do combustível em 2025. No entanto, nos postos de Presidente Prudente, o valor nas bombas continua o mesmo.
De acordo com uma pesquisa realizada pela produção da TV Fronteira em postos da cidade, o litro da gasolina segue custando entre R$ 6,07 e R$ 6,69, os mesmos preços registrados na semana passada.
Expectativa e cautela entre motoristas
Para quem abastece diariamente, mesmo poucos centavos fazem diferença. Muitos motoristas avaliam a medida como positiva, mas demonstram desconfiança sobre a qualidade do combustível e os impactos reais no bolso.
“Toda redução é bem-vinda, mas a qualidade da gasolina caiu bastante. A gente paga muito imposto e sente no bolso. Trabalho com carro todos os dias e qualquer centavo faz diferença”, comentou um motorista.
Outro consumidor reforça que o desconto, ainda que pequeno, pode ajudar no fim do mês.
“Se você abastece no cartão, alguns postos dão desconto. Isso já ajuda. A gente separa um pouco do dinheiro para poder rodar melhor”, disse.
Por que a redução não chega direto ao consumidor?
Especialistas explicam que a diminuição aplicada pela Petrobras nem sempre se reflete integralmente nas bombas de combustível. Isso porque outros custos continuam influenciando o preço final.
“A redução não chega no mesmo patamar. Além do valor da gasolina, existem despesas com logística, distribuição e impostos. A previsão é que o consumidor veja cerca de R$ 0,05 de redução por litro nas próximas semanas”, analisa um economista.
Impactos na economia
De acordo com analistas, medidas como essa podem estimular o consumo, movimentar a economia e favorecer a produção de combustíveis. No entanto, defendem que é necessário avançar também na redução de impostos e custos logísticos para que o impacto seja mais significativo no bolso do consumidor.
“O governo estimula o consumo, mas fretes, tributos e outros encargos não diminuíram. A gasolina é só uma parte da equação, por isso o preço final não cai na mesma proporção.”
O que esperar?
A população segue na expectativa de que a redução chegue aos postos na próxima semana. Mesmo que seja de apenas alguns centavos, para quem depende do veículo no dia a dia, qualquer economia é bem-vinda.
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