Confira os setores que mais vendem Confira algumas orientações para diminuir a chance de ser enganado na hora da compra
Por Agência Brasil — Brasília
— Foto: Pixabay
O comércio deve receber volume recorde de R$ 5,4 bilhões com a Black Friday deste ano, temporada de compras que terá como marco a sexta-feira da próxima sexta-feira (dia 28). A estimativa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A projeção representa crescimento de 2,4% em comparação com o ano passado (R$ 5,27 bilhões), já descontada a inflação do período.
O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, explicou à Agência Brasil que a pesquisa não se refere a um dia específico, mas ao impacto ao longo do mês de novembro.
“Isso é uma característica da Black Friday brasileira”, diz.
A Black Friday já é a quinta data mais importante para o comércio, ficando atrás do Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais.
Os setores que podem ter maiores vendas são:
- Hiper e supermercados: R$ 1,32 bilhão
- Eletroeletrônicos e utilidades domésticas: R$ 1,24 bilhão
- Móveis e eletrodomésticos: R$ 1,15 bilhão
- Vestuário, calçados e acessórios: R$ 950 milhões
- Farmácias, perfumarias e cosméticos: R$ 380 milhões
- Livrarias, papelarias, informática e comunicação: R$ 360 milhões
- Papelaria: 10,14%
- Livros: 9,02%
- Joias e bijuterias: 9,01%
- Perfumaria: 8,20%
- Utilidades domésticas: 8,18%
- Higiene pessoal: 8,11%
- Moda: 7,82%
- Desconfie de descontos irreais: promoções podem esconder preços inflados previamente. É possível acompanhar e comparar os valores dos produtos desejados ao longo do tempo, usando ferramentas on-line
- Cheque a reputação da loja: especialmente em plataformas desconhecidas, pesquise em sites de reclamações
- Atenção à entrega e aos reembolsos: verifique os prazos e políticas antes de fechar a compra
- Prefira sites seguros: veja se o endereço começa com "https" e se há um cadeado ao lado do URL (endereço virtual)
- Direito de arrependimento: compras on-line têm até sete dias para arrependimento com reembolso total
- Denúncia: Caso suspeite de propaganda enganosa ou se sinta lesado em uma compra, denuncie no portal consumidor.gov.br ou no Procon do seu estado
Uma pesquisa recente publicada pelo site Reclame Aqui apontou que 63% dos consumidores não conseguem identificar golpes com inteligência artificial (IA).
O escritório Baptista Luz Advogados, parceiro do site, apontou alguns caminhos que ajudam a identificar possíveis golpes elaboradas por IA:
Vídeos e vozes artificiais, falas descompassadas, piscadas fora de ritmo ou vozes com entonação robótica.
Anúncios com celebridades ou influenciadores em contextos incomuns: quando o rosto ou a voz de uma pessoa famosa aparece promovendo algo que ela nunca divulgou oficialmente, por exemplo.
Mensagens muito formais, com frases repetitivas ou erros sutis de concordância e pontuação
Perfis falsos com aparência profissional, contas recém-criadas em redes sociais, sem histórico de postagens ou com comentários automatizados.
Imagens ou logotipos distorcidos: a IA ainda falha em pequenos detalhes, logos ligeiramente diferentes, sombras incoerentes, mãos ou objetos com proporções estranhas em imagens promocionais são pistas de manipulação digital.
Comunicações que simulam atendimento humano: chats, e-mails ou mensagens com atendentes que parecem reais, mas respondem de forma genérica.
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