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Especialista reforça importância do diagnóstico precoce e da inclusão de pessoas com deficiência auditiva na escola e no mercado de trabalho
A fonoaudióloga Maria Cristina Corazza chamou atenção para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da perda auditiva, destacando também a necessidade de incluir pessoas com deficiência auditiva na escola e no mercado de trabalho.
Segundo a especialista, a inserção social é essencial para o desenvolvimento humano e contribui para o sucesso do tratamento.
“A pessoa precisa ter o seu aporte para poder trabalhar, ter sua vida e também auxiliar a família. Então, por que não estar envolvida com a escola e com o mercado de trabalho? Mesmo que a entrada auditiva não esteja tão boa, a gente ajuda com aparelhos ou livros, com o que ela possa se comunicar e desenvolver sua vida”, explicou.
Maria Cristina ressaltou que as alterações auditivas podem acontecer em qualquer fase da vida, inclusive após o nascimento. No entanto, muitas delas podem ser evitadas durante a gestação, com acompanhamento médico e vacinação adequada.
“Um pré-natal bem realizado é essencial. A vacina da rubéola, por exemplo, é muito importante. A mãe não pode nem pensar em engravidar sem estar vacinada. Doenças como meningite, citomegalovírus e toxoplasmose também podem causar alterações auditivas”, alertou.
De acordo com a fonoaudióloga, o ideal é que o diagnóstico ocorra o mais cedo possível, ainda nos primeiros dias de vida do bebê, por meio da triagem auditiva neonatal.
“Que bom se a gente conseguir prevenir, mas, se não, o mais cedo possível é preciso diagnosticar para garantir que essas pessoas possam se desenvolver e se inserir plenamente na sociedade”, destacou.
Entre os fatores cotidianos que podem causar perda auditiva ao longo da vida, a especialista cita o excesso de ruído e o uso inadequado de fones de ouvido.
“Vivemos em um mundo barulhento. O uso desajustado dos fones é muito ruim para a audição, desde crianças até adultos. Além disso, ambientes ruidosos prejudicam o aprendizado e a comunicação”, observou.
Outros fatores de risco incluem o uso incorreto de medicamentos, como aspirina, antibióticos potentes e quimioterápicos, além da exposição a disparos de armas de fogo e sons muito intensos.
Em caso de suspeita de perda auditiva — seja em crianças com atraso na fala, seja em adultos com dificuldade para compreender a fala — a orientação é procurar um otorrinolaringologista e o fonoaudiólogo.
“As perdas podem variar de leves a profundas. Algumas são reversíveis com tratamento, como infecções ou rolhas de cera. Outras, quando atingem estruturas mais internas do ouvido, exigem aparelhos auditivos ou, em alguns casos, implante coclear”, explicou.
Maria Cristina reforça que a prevenção e o diagnóstico precoce são os melhores caminhos para manter a saúde auditiva e garantir a inclusão social e profissional das pessoas com deficiência.
fonte: TV Fronteira

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