terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Isenção de IR para quem ganha até R$ 5.000 beneficia mais de 90% da população assalariada de oito estados

 Tema será bandeira de campanha de Lula nas eleições de 2026; Planalto quer contornar segurança pública

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em Brasília

Lula quer explorar politicamente o cumprimento da promessa da isenção do Imposto de RendaRicardo Stuckert / PR - 26.11.2025

A um ano das eleições, a equipe que coordenará a campanha presidencial de Lula já começou a traçar um plano com os principais temas para o ano que vem. Uma das bandeiras centrais de Lula será a promessa de campanha de 2022 que o governo conseguiu concretizar: a medida que tirou o pagamento de imposto de renda para quem ganha até R$ 5.000.

A meta clara tem uma justificativa: a maioria das pessoas assalariadas no país ganha até R$ 5.000. Uma análise mais detalhada do mapa mostra que em oito estados a medida beneficia mais de 90% da população, como é o caso de Maranhão (94,8%), Piauí (93,2%), Ceará (93,1%), Alagoas (92,5%), Paraíba (92,3%), Bahia (92,2%), Amazonas (90,7%) e Acre (90%).

Detalhando um pouco mais, dos outros 19 estados, apenas o Distrito Federal tem um índice de beneficiados com a mudança na lei que fica abaixo de 60% da população assalariada. No DF, só 48% da população que recebe salário ganha até R$ 5 mil. 

A expectativa do governo é priorizar esse tema e contornar a pauta da segurança pública, tema sensível na avaliação dos interlocutores ligados a Lula. O governo tenta emplacar três projetos principais: a PEC da Segurança Pública, o PL Antifacção e o PL do Devedor Contumaz.

Em conversa com o R7 Planalto, o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Marivaldo Pereira, defendeu que os três são fundamentais para combater as facções criminosas. O Planalto, no entanto, enfrenta dificuldades em aprovar as medidas.

A PEC da Segurança Pública é atacada por governadores de direita, que dizem perder autonomia para o governo federal. O PL Antifacção, na Câmara, teve como relator um opositor do governo, e chegou ao Senado em um texto desaprovado pelo Planalto.

Enquanto isso, o PL do Devedor Contumaz foi aprovado no Senado em setembro, mas precisa ainda da análise da Câmara e com a relação arranhada entre o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) e o governo, não tem data certa para ser contemplado.

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