sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Do "óbito" ao reencontro: Jovem que "renasceu" em rodovia de Bauru recebe alta após 19 dias




Reprodução/Conecta Bauru
Em um desfecho que familiares e médicos classificam como um "milagre" da medicina e da persistência, a jovem de 29 anos atropelada na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros recebeu alta do Hospital de Base de Bauru na tarde desta quinta-feira (5). A saída foi marcada por um corredor de aplausos e muita emoção, encerrando um ciclo que começou com uma trágica e equivocada constatação de morte no local do acidente.
O "Renascimento" na Rodovia
O caso, que chocou o interior de São Paulo, ocorreu no dia 18 de janeiro. Após ser atingida por um veículo, a vítima recebeu os primeiros socorros de uma equipe do Samu. Naquele momento, a médica responsável chegou a declarar o óbito da paciente.
A reviravolta aconteceu minutos depois: um médico socorrista da concessionária da via, ao realizar uma conferência de protocolo, percebeu sinais respiratórios quase imperceptíveis. Imediatamente, os procedimentos de reanimação foram iniciados, revertendo o quadro e permitindo o transporte da jovem ao Pronto-Socorro Central.
A Luta pela Vida
A jornada de recuperação durou 19 dias. Desse período, nove foram passados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em estado crítico. Segundo o boletim médico, a paciente começou a reagir a estímulos no dia 24 de janeiro, cerca de uma semana após o atropelamento.
Com a melhora progressiva, ela foi transferida para a enfermaria no dia 26, onde seguiu sob cuidados multidisciplinares até estar apta a retornar para casa.
A Saída do Hospital
Acompanhada por familiares, a jovem deixou o Hospital de Base em uma cadeira de rodas, sob os aplausos da equipe de enfermagem e médicos que acompanharam sua evolução. Visivelmente emocionada e ainda com dificuldade na fala devido à gravidade das lesões, ela conseguiu dizer apenas que "estava bem" antes de seguir para o reencontro definitivo com sua rotina.
O caso segue sob análise das autoridades de saúde para entender a falha na constatação inicial do óbito, mas, para a família, a prioridade agora é apenas uma: celebrar a nova chance de vida.

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