Fonte: TV Fronteira
A inadimplência segue como uma das principais preocupações financeiras no oeste paulista. Levantamento com base nas cinco principais cidades da região aponta que 148 mil pessoas estão endividadas, acumulando cerca de 575 mil dívidas, com um valor total que se aproxima de R$ 1,2 bilhão.
Os dados revelam que Adamantina possui mais de 12 mil inadimplentes, que somam cerca de 5 mil dívidas, ultrapassando R$ 83 milhões em valores devidos. Em Dracena, são mais de 15,5 mil pessoas inadimplentes, com aproximadamente 72 mil dívidas, totalizando mais de R$ 125 milhões.
Já em Presidente Venceslau, quase 12 mil moradores estão endividados, com mais de 4,5 mil dívidas, que somam cerca de R$ 100 milhões. Em Oswaldo Cruz, são quase 10 mil inadimplentes, mais de 40 mil dívidas e um montante superior a R$ 71 milhões.
O maior volume está concentrado em Presidente Prudente, principal centro comercial da região. A cidade registra cerca de 98,5 mil inadimplentes, com aproximadamente 453 mil dívidas, que ultrapassam R$ 825 milhões, se aproximando da marca de R$ 1 bilhão em valores devidos.
Para entender as causas do endividamento e orientar a população, o consultor financeiro Arnaldo Pereira explica que o principal fator é o consumo por impulso aliado à renda limitada. “Muitas famílias perdem o controle financeiro por decisões emocionais, gastando além do que podem pagar”, afirma.
Entre as principais orientações, o especialista destaca que o primeiro passo para sair do vermelho é organizar as finanças. “É preciso anotar todos os gastos, identificar despesas desnecessárias e fazer cortes”, orienta. Arnaldo também recomenda priorizar o pagamento de dívidas com pessoas físicas antes das instituições financeiras.
Outra estratégia indicada é a renegociação de dívidas com juros elevados, como cartão de crédito e cheque especial, substituindo-as por empréstimos com taxas menores, desde que haja planejamento. “O erro é quitar uma dívida e continuar usando o crédito, criando um novo problema”, alerta.
Além da redução de gastos, o consultor afirma que, quando possível, buscar uma renda extra pode acelerar o processo de recuperação financeira. Ele também cita a regra do 50-30-20, em que 20% da renda deve ser destinada exclusivamente ao pagamento de dívidas até que a situação seja normalizada.
Segundo o especialista, o mais importante é entender que o endividamento é uma fase. “Com disciplina, organização e planejamento, é possível quitar as dívidas e retomar o equilíbrio financeiro”, conclui.

Nenhum comentário:
Postar um comentário