Um incêndio criminoso registrado na madrugada desta quinta-feira (6) mobilizou equipes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil em Presidente Prudente. O caso ocorreu por volta da 1h18, em uma via residencial do bairro Jardim Jequitibás, onde um veículo estacionado em frente a uma residência foi completamente atingido pelas chamas.
De acordo com informações apuradas, moradores acionaram o Corpo de Bombeiros após perceberem o automóvel em chamas. O fogo foi rapidamente controlado, evitando que se espalhasse para residências próximas. No local, a proprietária do veículo relatou que dormia em casa com seu bebê quando foi acordada por vizinhos que gritavam alertando sobre o incêndio.
A vítima afirmou desconhecer qualquer motivação para o crime e negou possuir desavenças ou conflitos que justificassem o ataque ao seu patrimônio. O automóvel estava estacionado na via pública, como de costume, em uma área considerada tranquila pelos moradores.
Durante o atendimento da ocorrência, policiais militares receberam informações de que câmeras de monitoramento da região registraram a ação de um indivíduo que, logo após o início do incêndio, fugiu correndo pela rua com o rosto parcialmente coberto. As imagens reforçaram a suspeita de que o fogo havia sido provocado de forma intencional.
Ainda durante as diligências, uma denúncia anônima feita por um motorista de transporte por aplicativo foi fundamental para o avanço das investigações. Ele informou ter transportado os envolvidos e indicou o local onde os deixou após o crime. Com base nessas informações, equipes policiais se deslocaram até o endereço indicado e localizaram um suspeito.
Ao ser abordado, o homem confessou participação no incêndio e relatou que teria agido movido por vingança após uma suposta agressão sofrida horas antes em um estabelecimento comercial. Segundo a versão apresentada, ele e um adolescente teriam perseguido o suposto agressor, adquirido gasolina em um posto de combustíveis e, ao perderem o veículo original de vista, incendiaram outro automóvel de cor semelhante, acreditando, de forma equivocada, que se tratava do alvo pretendido.
Posteriormente, foi confirmado que o veículo incendiado não tinha qualquer relação com a suposta agressão. A proprietária e sua família não conheciam os autores do crime e foram vítimas de um erro grave de identificação, o que resultou em prejuízo material significativo e abalo emocional, especialmente por envolver uma família com criança pequena e o risco às residências próximas.
O suspeito foi conduzido ao Plantão Policial, onde permaneceu à disposição da Justiça. A Polícia Civil entendeu que há indícios suficientes de autoria e materialidade dos crimes de incêndio criminoso e corrupção de menor, uma vez que a ação teria sido praticada com a participação de um adolescente, que ainda não foi localizado. Diligências seguem em andamento para encontrá-lo.
A autoridade policial representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, considerando a gravidade do crime, o risco à ordem pública, a possibilidade de reiteração delitiva e a necessidade de garantir a instrução do processo.
O caso segue sendo investigado e a perícia técnica deverá apurar a extensão dos danos causados pelo incêndio.
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