quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Vendedora processa empresa após o chefe e outros colegas apostarem 'quem dormiria com ela primeiro'

Justiça rejeito o pedido da britânica por ter sido feito fora do prazo legal 

Por Fernando Moreira


Molly Craigie — Foto: Reprodução

A vendedora Molly Craigie foi à Justiça no Reino Unido acusando o chefe e outros colegas da East Anglia Home Improvements de terem apostado "quem dormiria com ela primeiro".

Porém Molly perdeu o processo por assédio sexual por questões técnicas, pois apresentou a queixa fora do prazo legal.

Mas a britânica não saiu de mãos vazias. Ela teve direito a receber 4.775 libras (cerca de R$ 34 mil) de uma outra ação que movia contra a empresa referente a férias não remuneradas. A companhia está apelando.

A East Anglia, entretanto, decidiu contra-atacar e pediu na Justiça que Molly pagasse 7.500 libras (R$ 53 mil) em custas judiciais.

O tribunal em Watford (Inglaterra) encarregado do caso repetiu o argumento: negou o pedido da companhia por ter sido apresentado fora do prazo.

Molly havia engressado na East Anglia em setembro de 2022. A função da vendedora envolvia visitar clientes que haviam demonstrado interesse em janelas com vidros duplos ou reformas residenciais e buscar a confirmação de contratos.

Três meses depois, Molly ficou sabendo da aposta, que envolvia o seu chefe direto e dois subordinados dele. Àquela época, a vendedora estava num "relacionamento sério".

"Foi a primeira vez que senti que meus colegas, um dos quais era membro da gerência, me sexualizaram e me discriminaram, tudo por causa do meu sexo", desabafou a britânica, de acordo com o "Daily Star".

Apesar de a queixa ter sido apresentada fora do prazo, a juíza Rebecca Peer fez questão de frisar na sua decisão:

"Considero que qualquer aposta desse tipo configura conduta indesejada de natureza sexual."

fonte:https://extra.globo.com/

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