terça-feira, 17 de março de 2026

Consumo de ultraprocessados pode enfraquecer ossos e aumentar risco de fraturas, aponta estudo


 Foto: Freepik

Alimentos ultraprocessados, como salgadinhos de pacote, batatas fritas congeladas, nuggets, salsichas e refrigerantes, costumam fazer parte da rotina alimentar de muitas pessoas. Apesar de parecerem inofensivos, um número crescente de pesquisas científicas tem apontado que o consumo frequente desses produtos pode trazer diversos riscos à saúde — inclusive para os ossos.

Um estudo recente conduzido por pesquisadores da Universidade de Tulane, nos Estados Unidos, indica que o alto consumo de alimentos ultraprocessados pode estar associado à redução da densidade mineral óssea e ao aumento do risco de fraturas, especialmente no quadril.

Segundo o pesquisador Lu Qi, professor da Escola de Saúde Pública e Medicina Tropical Celia Scott Weatherhead da Universidade de Tulane, os resultados reforçam preocupações sobre o impacto desses produtos na saúde da população.

“Os alimentos ultraprocessados podem ser facilmente encontrados em qualquer ida ao supermercado, e essas descobertas aumentam as preocupações sobre como eles podem afetar nossa saúde óssea”, afirmou o pesquisador em comunicado.

Estudo acompanhou mais de 160 mil pessoas

Para chegar às conclusões, os cientistas analisaram dados de mais de 160 mil pessoas ao longo de um período de 12 anos. Em média, os participantes consumiam cerca de oito porções diárias de alimentos ultraprocessados — o equivalente, por exemplo, a uma refeição congelada, um pacote de biscoitos e um refrigerante.

Os resultados mostraram que, para cada 3,7 porções extras desses alimentos consumidas por dia, o risco de fratura de quadril aumentava em aproximadamente 10,5%.

Além disso, os pesquisadores identificaram uma forte associação entre o consumo frequente de ultraprocessados e a piora da densidade mineral óssea. Esse efeito foi mais evidente em pessoas com menos de 65 anos e em indivíduos com baixo peso corporal, definido por índice de massa corporal (IMC) inferior a 18,5.

O estudo foi publicado na revista científica The British Journal of Nutrition.

Outros riscos à saúde

Esta não é a primeira pesquisa a relacionar alimentos ultraprocessados a problemas de saúde. Estudos anteriores já apontaram que o consumo diário desses produtos pode aumentar o risco de osteoporose.

Em outra investigação realizada em 2016 com gestantes e seus filhos, pesquisadores observaram que morar próximo a estabelecimentos de fast food estava associado a um menor conteúdo mineral ósseo em bebês.

Além dos impactos na saúde óssea, o consumo frequente de ultraprocessados também tem sido relacionado ao desenvolvimento de doenças como diabetes, problemas cardiovasculares e alguns tipos de câncer.

Especialistas recomendam que a base da alimentação seja composta principalmente por alimentos naturais ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, grãos e proteínas frescas, reduzindo ao máximo a ingestão de produtos industrializados.

Com a popularização desses alimentos pela praticidade e baixo custo, pesquisadores alertam que mudanças nos hábitos alimentares podem ser essenciais para preservar a saúde a longo prazo.

fonte:https://extra.globo.com/

Nenhum comentário:

Postar um comentário