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A Justiça determinou a suspensão imediata de um grupo no Telegram que reunia cerca de 900 integrantes e estaria sendo utilizado para o compartilhamento de fotos de mulheres sem consentimento. O caso foi divulgado nesta segunda-feira (16) pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Adamantina.
De acordo com a Polícia Civil, as imagens eram retiradas de perfis públicos das vítimas em redes sociais e compartilhadas no grupo. A partir desse material, os participantes faziam comentários ofensivos e, em alguns casos, produziam vídeos utilizando ferramentas digitais, agravando a situação.
As investigações continuam e buscam identificar os responsáveis pela criação e administração do grupo, além de apurar a participação individual de cada integrante.
Segundo a DDM, as condutas podem se enquadrar em diferentes crimes, como difamação, importunação sexual e divulgação de conteúdo íntimo sem consentimento — previsto no artigo 218-C do Código Penal.
A polícia também destacou que há indícios de envolvimento de imagens de crianças e adolescentes, o que amplia a gravidade do caso. Nesses casos, a investigação considera o artigo 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata da divulgação de material envolvendo menores.
A Polícia Civil reforça que a apuração segue em andamento e que os responsáveis poderão responder criminalmente conforme o grau de envolvimento de cada um.
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