sexta-feira, 6 de março de 2026

Vereadora Silvana Emerich Correa Silva (PP) critica “discurso populista” e defende legalidade em debate sobre repasses ao Instituto de Previdência

 


imagem: reprodução

Durante uso da tribuna na Câmara Municipal, a vereadora Silvana Emerich fez um pronunciamento firme em defesa da responsabilidade no debate político e criticou o que classificou como “discurso fácil e populista” adotado por parlamentares da oposição.

Logo no início, a vereadora ressaltou o peso da função legislativa. “Utilizar uma tribuna, que é um espaço democrático de pronunciamento, ou representar o Parlamento sentado nessas cadeiras, exige muita responsabilidade, porque aqui a gente está tratando de vidas de pessoas”, afirmou.

Rejeição de Wesley Martins

Silvana também comentou a sabatina realizada às 18 horas, na qual foi rejeitado o nome de Wesley Martin para o Instituto de Previdência. Segundo ela, houve incoerência entre elogios feitos ao indicado e o voto contrário à sua aprovação.

“Elogiaram o Wesley Martins, colocando ele como padrão Toyota, mas ele foi rejeitado. Como servidora pública, eu só tenho a dizer que foi uma grande perda para o Instituto de Previdência e para a presidente Messias. Uma pessoa honesta, comprometida, totalmente capacitada”, declarou.

Debate sobre repasses e lei da segregação

Grande parte do discurso foi dedicada à polêmica envolvendo o não repasse, em dezembro, da contribuição suplementar ao Instituto de Previdência. A vereadora afirmou que a questão poderia ter sido esclarecida com a leitura da legislação vigente.

Ela citou o artigo 19 da lei de segregação, que estabelece que a norma entra em vigor na data de sua publicação, ocorrida em 27 de novembro de 2025, revogando disposições anteriores, especialmente a Lei 282.

Segundo a parlamentar, a partir dessa data a lei anterior deixou de existir, não havendo obrigatoriedade de repasse com base nela. Silvana reconheceu que o artigo 15 da mesma lei fixa a data de 1º de janeiro de 2026 para a efetiva segregação dos fundos, explicando que o intervalo serve para permitir a organização administrativa do sistema.

Durante aparte, ao vereador Tufy Nicolau (PSD) questionou por que a Câmara realizou o repasse em dezembro. Em resposta, Silvana afirmou que, caso tenha ocorrido depósito, o valor pode ser posteriormente ajustado no cálculo do déficit atuarial, mas reiterou seu entendimento de que a interpretação deve seguir estritamente o que está previsto na lei.

“Temos que ser legalistas. Se a lei revoga a anterior, ela não existe mais e não há necessidade de fazer o repasse”, defendeu.

Defesa da gestão municipal

A vereadora também saiu em defesa da administração munipal, criticando o que chamou de tentativa de retratar o município como uma cidade onde “nunca nada funciona”.

“Já faz cinco anos que eu ouço que a prefeita vai perder o cargo, e isso nunca aconteceu, porque ela tem responsabilidade administrativa e fiscal”, afirmou.

Silvana argumentou que críticas são legítimas dentro do processo democrático, mas precisam ser equilibradas e reconhecer avanços da gestão. Como exemplo, citou a solução de problemas históricos no saneamento do distrito de Vencesville.

Apelo por maturidade política

Encerrando o pronunciamento, a parlamentar fez um apelo por mais maturidade no debate político local, comparando determinadas posturas à “síndrome de Peter Pan”, caracterizada, segundo ela, por atitudes imaturas e baseadas apenas em opiniões pessoais.

“Que nós não sejamos Peter Pan. Que a gente amadureça pelo bem da nossa cidade”, concluiu.

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