imagem: reprodução
Durante uso da tribuna na Câmara Municipal, a vereadora
Silvana Emerich fez um pronunciamento firme em defesa da responsabilidade no
debate político e criticou o que classificou como “discurso fácil e populista”
adotado por parlamentares da oposição.
Logo no início, a vereadora ressaltou o peso da função
legislativa. “Utilizar uma tribuna, que é um espaço democrático de
pronunciamento, ou representar o Parlamento sentado nessas cadeiras, exige
muita responsabilidade, porque aqui a gente está tratando de vidas de pessoas”,
afirmou.
Rejeição de Wesley Martins
Silvana também comentou a sabatina realizada às 18 horas, na
qual foi rejeitado o nome de Wesley Martin para o Instituto de Previdência.
Segundo ela, houve incoerência entre elogios feitos ao indicado e o voto
contrário à sua aprovação.
“Elogiaram o Wesley Martins, colocando ele como padrão
Toyota, mas ele foi rejeitado. Como servidora pública, eu só tenho a dizer que
foi uma grande perda para o Instituto de Previdência e para a presidente
Messias. Uma pessoa honesta, comprometida, totalmente capacitada”, declarou.
Debate sobre repasses e lei da segregação
Grande parte do discurso foi dedicada à polêmica envolvendo
o não repasse, em dezembro, da contribuição suplementar ao Instituto de
Previdência. A vereadora afirmou que a questão poderia ter sido esclarecida com
a leitura da legislação vigente.
Ela citou o artigo 19 da lei de segregação, que estabelece
que a norma entra em vigor na data de sua publicação, ocorrida em 27 de
novembro de 2025, revogando disposições anteriores, especialmente a Lei 282.
Segundo a parlamentar, a partir dessa data a lei anterior
deixou de existir, não havendo obrigatoriedade de repasse com base nela.
Silvana reconheceu que o artigo 15 da mesma lei fixa a data de 1º de janeiro de
2026 para a efetiva segregação dos fundos, explicando que o intervalo serve
para permitir a organização administrativa do sistema.
Durante aparte, ao vereador Tufy Nicolau (PSD) questionou
por que a Câmara realizou o repasse em dezembro. Em resposta, Silvana afirmou
que, caso tenha ocorrido depósito, o valor pode ser posteriormente ajustado no
cálculo do déficit atuarial, mas reiterou seu entendimento de que a
interpretação deve seguir estritamente o que está previsto na lei.
“Temos que ser legalistas. Se a lei revoga a anterior, ela
não existe mais e não há necessidade de fazer o repasse”, defendeu.
Defesa da gestão municipal
A vereadora também saiu em defesa da administração munipal,
criticando o que chamou de tentativa de retratar o município como uma cidade
onde “nunca nada funciona”.
“Já faz cinco anos que eu ouço que a prefeita vai perder o
cargo, e isso nunca aconteceu, porque ela tem responsabilidade administrativa e
fiscal”, afirmou.
Silvana argumentou que críticas são legítimas dentro do
processo democrático, mas precisam ser equilibradas e reconhecer avanços da
gestão. Como exemplo, citou a solução de problemas históricos no saneamento do
distrito de Vencesville.
Apelo por maturidade política
Encerrando o pronunciamento, a parlamentar fez um apelo por
mais maturidade no debate político local, comparando determinadas posturas à
“síndrome de Peter Pan”, caracterizada, segundo ela, por atitudes imaturas e
baseadas apenas em opiniões pessoais.
“Que nós não sejamos Peter Pan. Que a gente amadureça pelo
bem da nossa cidade”, concluiu.
.png)
Nenhum comentário:
Postar um comentário