fonte e imagem: TV TEM
O aumento no preço do pão já começa a pesar no bolso do consumidor, e a explicação vem do campo. A chamada entre safra do trigo tem reduzido a oferta do produto no mercado, enquanto o consumo segue praticamente o mesmo. Resultado: preços em alta.
Segundo o economista Adriano Fabri, esse cenário gera uma espécie de escassez momentânea. Além disso, muitos produtores seguram a venda do trigo à espera de valores melhores, o que diminui ainda mais a quantidade disponível.
E não é só o fator interno que influencia. Problemas no cenário internacional, como conflitos no Oriente Médio, também encarecem o transporte e o seguro do trigo importado — que representa uma parte importante do consumo no Brasil.
A expectativa de queda nos preços não é imediata. A nova safra começa a ser plantada a partir de maio, mas os efeitos só devem ser sentidos entre setembro e novembro.
Até lá, não está descartada a possibilidade de novos reajustes.
Apesar disso, o impacto no preço do pão deve ser menor do que o aumento do trigo. Um reajuste de 10% no grão, por exemplo, pode representar cerca de 2,5% no valor final do pão francês.
Para driblar a alta, especialistas indicam alternativas como tapioca, mandioca e batata-doce. Mesmo assim, substituir o tradicional pãozinho no café da manhã ainda é um desafio para muitos brasileiros.
Outra estratégia é reduzir o consumo, mas é importante lembrar que as padarias trabalham com margens de lucro apertadas e também sofrem com o aumento dos custos.
Por enquanto, a recomendação é economizar e se adaptar, já que a tendência é de preços mais altos no curto prazo.
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