sexta-feira, 31 de março de 2023
Este ano, uma criança ou adolescente desapareceu no estado do Rio a cada dois dias
Dados são da Fundação para a Infância e Adolescência (FIA). De janeiro a março foram 40 casos de sumiço, dos quais 35 já foram encontrados
Por Jéssica Marques — Rio de Janeiro
foto: Leo Martins
Nos primeiros três meses de 2023 o Rio registrou uma criança desaparecida praticamente a cada dois dias. De acordo com dados da Fundação para a Infância e Adolescência (FIA), do governo do estado. De janeiro até esta semana foram registrados 40 casos de desaparecimento na fundação. Desses, 35 foram encontrados e cinco ainda não tiveram solução. O número chama ainda mais a atenção se comparado, por exemplo, com o total de 2018 quando, durante todo o ano, houve 51 casos notificados, dos quais 10 crianças ou adolescentes continuam desaparecidos.
— Os conflitos familiares, quando não administrados, são os principais motivadores dos desaparecimentos de adolescentes. Contudo, não podemos apenas achar que é um problema de família, mas fazer uma análise criteriosa e ampla. As soluções passam pela participação de diversos atores sociais — explica Luiz Henrique Oliveira, gerente do Programa SOS Crianças Desaparecidas, da FIA.
De acordo com o especialista, conflitos familiares correspondem a mais de 75% dos problemas relacionados aos desaparecimentos de crianças e adolescentes. Ele ressalta ainda a necessidade do diálogo franco entre pais e filhos, sobretudo quando o uso indiscriminado da internet pode colocar as crianças em riscos.
— A Internet trouxe avanços sociais, mas também riscos, quando permite uma interação com pessoas desconhecidas e mal intencionadas. Nesses casos, os pais devem ficar sob alerta, sobretudo quando os filhos ficam muito tempo nas redes ou introspectivos. O diálogo sempre é a melhor forma de prevenção — alerta o especialista.
Confira abaixo os dados de 2018 a 2023 do SOS Crianças Desaparecidas
2018
Localizados: 41
Desaparecidos: 10
Somatório dos cadastros do ano de 2018: 51 casos
2019
Localizados: 80
Desaparecidos: 10
Somatório dos cadastros do ano de 2019: 90 casos
2020
Localizados: 136
Desaparecidos: 08
Somatório dos cadastros do ano de 2020: 144 casos
2021
Localizados: 182
Desaparecidos: 13
Somatório dos cadastros do ano de 2021: 195 casos
2022
Localizados: 254
Desaparecidos: 31
Somatório dos cadastros do ano de 2022: 285 casos
2023 (até 29 de março)
Localizados: 35
Desaparecidos: 05
Somatório dos cadastros do ano de 2023 até presente data: 40
fonte:https://extra.globo.com/
Não dorme 8 horas por dia? Você então corre risco de ter a 'barriga de chopp'; entenda
Sono insuficiente altera centro de recompensa no cérebro e o apetite, o que pode explicar aumento da gordura visceral
Por EXTRA — Rio de Janeiro
foto:Freepik.com
Pessoas que não dormem o suficiente todas as noites são mais propensas a ficarem barrigudas, sugere um novo estudo. O excesso de gordura que se acumula ao redor do abdômen e envolve os órgãos vitais é chamado de gordura visceral — e contribui para a formação de uma "barriga de cerveja".
Uma equipe internacional de cientistas coletou dados de saúde de mais de 5 mil adultos — metade homens e metade mulheres — que participaram de duas rodadas da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição dos EUA em 2011 e 2013. Os participantes avaliaram seu sono de uma a 12 horas.
A idade média dos participantes foi de cerca de 37 anos e a quantidade média de sono que tiveram foi de pouco menos de sete horas. Uma hora a menos de sono — sendo de sete a nove horas o recomendado pelas associações de médicos do sono — foi associada a um aumento geral de cerca de 12 gramas de massa de gordura visceral.
A gordura visceral é o tipo mais perigoso, vazando ácidos graxos na corrente sanguínea. Difere da gordura subcutânea menos perigosa que se acumula logo abaixo da superfície da pele e é responsável pela gordura mole e pela celulite.
Dormir pouco leva a uma regulação anormal da atividade em diferentes partes do cérebro que afetam o centro de recompensa, o sono e o apetite, o que pode explicar a ligação entre a privação do sono e o armazenamento de gordura corporal visceral. O sono insuficiente leva à resistência à insulina, que muitos cientistas sugeriram estar ligada ao alto teor de gordura visceral.
Muita gordura visceral tem maior probabilidade de aumentar o risco de problemas metabólicos graves que incluem pressão alta, obesidade, colesterol alto e resistência à insulina, todos os quais aumentam o risco de doenças cardíacas, derrames e diabetes tipo 2.
Isso se soma a um rico corpo de pesquisa que aponta para a ligação entre sono, excesso de gordura e ganho de peso. A equipe observou que este é o primeiro estudo a fornecer uma visão abrangente de como a duração do sono afeta o armazenamento de gordura em diferentes regiões do corpo.
No ano passado, pesquisadores da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, estudaram como o sono restrito combinado com o livre acesso à comida aumenta o consumo de calorias e, consequentemente, o acúmulo de gordura, especialmente a gordura abdominal não saudável, em 12 indivíduos saudáveis.
A falta de sono suficiente levou a um aumento de 9% na área total de gordura abdominal e um aumento de 11% na gordura visceral abdominal, em comparação com o grupo de controle.
Em 2019, uma equipe de cientistas da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, relatou que restringir o sono por apenas alguns dias por semana altera a forma como nossos corpos metabolizam as gorduras e altera a satisfação após uma refeição.
O estudo envolveu 15 homens saudáveis na faixa dos 20 anos que dormiram em casa 10 horas por noite durante uma semana. Depois, eles passaram dez dias no centro de pesquisa da universidade, onde foram alimentados com refeições ricas em calorias e dormiram por não mais do que cinco horas por noite durante quatro noites consecutivas.
A restrição do sono levou a níveis mais altos de insulina, alterando a forma como o corpo metaboliza a gordura.
fonte:https://extra.globo.com/





