
Foto: Divulgação/ HCRP
As irmãs Alana e Mariah, de Piquerobi (SP), foram submetidas a procedimento neste sábado (6). Cirurgia, em várias fases, envolve equipe multidisciplinar com cerca de 40 profissionais.
Por g1 Ribeirão Preto e Franca
O procedimento, que reuniu uma equipe multidisciplinar de 40 pessoas, entre médicos, enfermeiros e pessoal de apoio, dos departamentos de Neurocirurgia Pediátrica e Cirurgia Plástica, começou às 7h30 e foi encerrado por volta das 17h, segundo a assessoria de imprensa do complexo hospitalar.
Depois da cirurgia, as gêmeas responderam bem e foram encaminhadas para cuidados na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica.
"O procedimento foi minuciosamente planejado pela equipe multidisciplinar durante meses e usou, inclusive, projeções de realidade virtual da imagem das gêmeas, com base em tomografias computadorizadas e ressonâncias magnéticas", informou a assessoria.
A expectativa é de que as irmãs sejam submetidas a novas cirurgias para concluírem a separação. Mais detalhes sobre o procedimento serão divulgados em coletiva de imprensa, marcada para segunda-feira, no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.
Primeiro caso
Este é o segundo caso de separação de gêmeas nascidas unidas pela cabeça acompanhado pelo HC de Ribeirão Preto.
Em 2018, após dois anos de acompanhamento e análise, os médicos Hélio Rubens Machado, chefe da Divisão de Neurocirurgia Pediátrica, e Jayme Farina, chefe da Divisão de Cirurgia Plástica, comandaram a equipe que atuou na separação bem-sucedida das gêmeas Maria Ysabelle e Maria Ysadora, que também nasceram unidas pelas cabeças.
As meninas, na época com 2 anos, encararam cinco procedimentos cirúrgicos inéditos no Brasil até serem definitivamente separadas em outubro de 2018. A família retornou ao Ceará, estado de origem dela, em março de 2019, cinco meses após a separação.
O caso clínico de Maria Ysabelle e Maria Ysadora foi acompanhado ainda pelo médico norte-americano James Goodrich, referência mundial em casos de alta complexidade envolvendo gêmeos siameses. Ele esteve no Brasil em duas ocasiões para participar das cirurgias. Goodrich morreu com Covid-19 em março de 2020.
As irmãs ainda são acompanhadas por médicos do HC, mas no Ceará estão sob os cuidados do médico neurologista Eduardo Jucá, responsável pela transferência delas até o interior de São Paulo.
A última vez que o g1 registrou a passagem de Maria Ysabelle e Maria Ysadora por Ribeirão Preto foi em fevereiro de 2020, quando a família esteve na cidade para batizá-las.
A celebração ocorreu no Santuário das Sete Capelas, no Morro de São Bento. A médica oncologista pediatra Maristella Francisco dos Reis, que acompanhou todo o processo de separação das crianças, é madrinha de batismo delas.
O batizado foi realizado no interior de SP porque os pais consideram que as filhas ganharam na cidade uma nova qualidade de vida.
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