quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Consignado do INSS: após redução no teto de juros, bancos privados ainda não baixaram taxas 

Resolução que recomenda ao INSS a queda nas taxas foi publicada pelo Ministério da Previdência Social nesta segunda-feira (dia 21) 

Por Leticia Lopes — Rio






— Foto: Arquivo

Após o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) aprovar na semana passada uma redução no teto de juros dos empréstimos e cartões de crédito consignados para aposentados e pensionistas do INSS, bancos privados ainda não alteraram as taxas praticadas nas operações com desconto em folha.

A resolução que recomenda ao INSS a queda nas taxas foi publicada pelo Ministério da Previdência Social nesta segunda-feira (dia 21) no Diário Oficial da União. Com a decisão, os juros máximos para empréstimos consignados a beneficiários do Instituto passou de 1,97% para 1,91% ao mês, enquanto a taxa do cartão de crédito consignado caiu de 2,89% para 2,83% ao mês.

A proposta foi aprovada por 14 votos. Apenas o representante da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF) votou contra. A justificativa apresentada pelo Ministério da Previdência é a queda na Selic, taxa de juros básica da economia. No início do mês, o Comitê de Politica Monetária (Copom) reduziu os juros em 0,50 ponto percentual, para 13,25% ao ano.

Logo após a decisão do Copom, os bancos públicos promoveram cortes nos juros praticados para os clientes que acessam o crédito consignado do INSS. Na Caixa Econômica Federal, a taxa passou de 1,74% para 1,70% ao mês, uma redução de 0,04 ponto percentual. Já no Banco do Brasil, a redução de foi de 1,81% para 1,77% ao mês, na faixa mínima, e de 1,95% para 1,89% ao mês, no patamar máximo.

Na semana passada, quando a decisão do CNPS foi divulgada, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) declarou que o novo teto para os juros do crédito consignado do INSS fica abaixo dos custos que parte dos bancos tem para oferecer a linha. A entidade afirmou ainda que não houve diálogo sobre a proposta e que a redução das taxas pode comprometer a oferta do consignado.

Procurado pelo EXTRA, o Santander informou que está realizando estudos financeiros para a aplicação das novas diretrizes, e o C6 afirmou que vai adequar a taxa de juros após a publicação, pelo INSS, da norma referente às operações de crédito consignado para beneficiários.

A empresa de processamento de dados do governo federal informou que as alterações das novas taxas nos sistemas da Dataprev serão liberadas aos bancos após a publicação de uma instrução normativa (IN) pelo INSS. O Instituto foi procurado, mas não respondeu.

Dados do Banco Central (BC) apurados entre os dias 1º e 8 de agosto mostram que dos 39 bancos que operam essa modalidade de crédito, 24 já praticavam taxas abaixo de 1,91% ao mês. Veja:

  1. Inbursa: 1,46%
  2. Sicoob: 1,53%
  3. Alfa Financeira: 1,63%
  4. Facta: 1,64%
  5. Parati: 1,65%
  6. BRB: 1,72%
  7. Banestes: 1,72%
  8. Bari: 1,73%
  9. Banco do Estado do Rio Grande do Sul: 1,74%
  10. Bradesco: 1,75%
  11. Sicredi: 1,75%
  12. Banco Paulista: 1,76%
  13. Crefisa: 1,77%
  14. Caixa Econômica Federal: 1,81%
  15. Santander: 1,81%
  16. C6: 1,82%
  17. Agibank: 1,83%
  18. HS Financeira: 1,84%
  19. Banco Inter: 1,84%
  20. Banco Pan: 1,87%
  21. Banco Bradesco: 1,89%
  22. Banco do Brasil: 1,91%
  23. Zema: 1,91%
  24. Paraná Banco: 1,91%
  25. Banco da Amazônia: 1,92%
  26. CCB Brasil: 1,93%
  27. BMG: 1,93%
  28. Daycoval: 1,95%
  29. Itaú Consignado: 1,95%
  30. Safra: 1,95%
  31. Itaú: 1,97%
  32. Banco do Nordeste: 1,99%
  33. Banco Mercantil: 2,01%
  34. Gazincred: 2,02%
  35. CSF: 2,02%
  36. Banco do Estado de Sergipe: 2,03%

fonte:https://extra.globo.com/

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