Síndrome do Trabalho Escravo, conhece? Anote dez dicas para evitar
Muitas vezes, passamos por isso sem sequer perceber
Por Regina Racco
Foto: Freepik
Do nada, você passa a sentir dores horríveis, nas pernas, nos braços, nas costas, pescoço, a dor de cabeça, algo que se tornou tão constante que já é parte do seu ser.
Médico, exames. É claro, que não dão nada, aparentemente você é um daqueles felizardos que têm a saúde de ferro, a questão é que dói tudo e tanto, que nem dá para comemorar a boa notícia.
E para complicar, as dores o acometem de segunda a sexta-feira em horário de expediente.
Sábado? Não, domingo? Nem pensar, feriados prolongados então? “Que mané dor”, por mais que você se esforce se divertindo como se não houvesse amanhã!
E você se cala, porque nem é besta de comentar, não falou nem para o médico, pena, porque ele teria certamente desvendado o mistério, mas você não fala com medo de ser taxado de mentiroso, o acusarem de estar inventando dores para correr do trabalho...
Que situação!
Depois de tanto pensar, seus olhos se voltam para o próprio trabalho, na falta de outra explicação.
E finalmente se pergunta se estaria sofrendo de dores por conta do serviço.
Muitas vezes, passamos por isso sem sequer perceber. É o trabalho....
Sim, escravizamos nosso corpo quando o forçamos a fazer algo que ele não gostaria. Para ser mais clara: Sua mente cria as dores, para afastá-lo da situação estressante que você se coloca ao se dedicar a algo que definitivamente não gosta!
Os sinais estão lá, mas nem sempre os reconhecemos. Dores nos braços, pernas, pescoço, ombros, costas - todas essas são manifestações físicas da síndrome do trabalho escravo, e muitas vezes nenhum exame médico consegue identificar a causa.
A primeira solução imediata: Converse com seu corpo, sim, converse, depois me acuse de ser louca, porque falando com ele (a sua mente) entenderá os argumentos.
Diga pacientemente que são poucas horas, que você o compensará (se compensará) com pequenos agrados, um passeio no shopping, sorvetes, um bom final de semana e mais importante do que tudo isso: Diminua a carga de obrigações, mesmo que para isso passe a ganhar menos. A sua saúde é mais importante!
Vou deixar 10 dicas que postas em prática, irá ajudar, mas tenha em mente que a síndrome do trabalho escravo é real e traz sofrimento a quem sofre com ela, portanto lute para livrar-se dela em definitivo!
1.Faça pausas regulares: Reserve alguns minutos a cada hora para se levantar, esticar e mover-se. Isso ajuda a evitar tensões musculares e dores.
2.Mantenha uma postura correta: Sentar-se ou ficar de pé com uma postura adequada é essencial para prevenir dores e lesões.
3.Pratique exercícios físicos: Incorporar atividades físicas à sua rotina ajuda a fortalecer os músculos e a aliviar o estresse acumulado durante o trabalho.
4.Ergonomia no ambiente de trabalho: Certifique-se de que sua estação de trabalho esteja ergonomicamente correta para evitar tensões desnecessárias no corpo.
5.Cuide da sua saúde mental: O estresse e a ansiedade podem contribuir para dores físicas. Pratique técnicas de relaxamento e busque ajuda se necessário.
6.Faça intervalos regulares durante o dia: Além das pausas curtas a cada hora, reserve um tempo para intervalos mais longos, onde você possa se desconectar do trabalho e recarregar as energias.
7.Estabeleça limites: Saiba quando dizer não a tarefas extras ou a prazos irrealistas. Não se sobrecarregue além do necessário.
8.Priorize o autocuidado: Reserve tempo para cuidar de si mesmo, seja através de hobbies, atividades recreativas ou simplesmente descansando.
9.Procure apoio: Se as dores persistirem, não hesite em procurar a ajuda de um profissional de saúde qualificado, como um fisioterapeuta ou um médico especialista em dor.
10. Ouça seu corpo: Esteja atento aos sinais que seu corpo está enviando. Não ignore dores persistentes e não hesite em fazer ajustes em sua rotina de trabalho para garantir seu bem-estar.
Lembre-se, a síndrome do trabalho escravo é real para quem a sente. Cuide-se e não permita que sua saúde seja sacrificada em prol do trabalho.
fonte:https://extra.globo.com/
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