De acordo com uma pesquisa do Índice de Preços Toledo, realizada em sete supermercados de Presidente Prudente, o preço do frango resfriado subiu aproximadamente 30% somente neste ano. Ainda segundo o levantamento, o grupo de alimentos registrou inflação de 0,34% na primeira quinzena de outubro, enquanto o custo da cesta básica para uma família de quatro pessoas ficou em torno de R$ 1.050.
Em uma rotisseria da cidade, onde o frango é matéria-prima essencial, os donos afirmam que está cada vez mais difícil manter os valores sem repassar o aumento ao consumidor.
> “A gente está sempre mudando de fornecedor para tentar segurar o preço. Não dá pra repassar tudo para o cliente, porque nem sempre o aumento reflete a realidade de quem está comprando no dia a dia”, explica um dos comerciantes.
Especialistas afirmam que a alta no preço está ligada a vários fatores:
Aumento no custo dos insumos, como milho e soja;
Impactos da gripe aviária;
Altas temperaturas que afetaram a produção;
Maior demanda do mercado interno e externo;
Envio de milho para outros países, como os Estados Unidos, reduziu a oferta no Brasil.
> “Quando o consumo aumenta e a oferta não acompanha, o preço sobe. Foi o que aconteceu com o frango neste período”, destaca um especialista em economia agropecuária.
Com a chegada do fim do ano e o aumento tradicional no consumo, a expectativa é de que os preços não caiam — e podem até subir mais um pouco.
> “Final de ano sempre tem mais procura. A gente precisa se preparar, porque as encomendas vão chegar. Se o preço baixar, melhor pra todo mundo. Mas por enquanto, a tendência é de estabilidade com leve alta”, afirma outro comerciante.
Enquanto isso, consumidores e empresários seguem na expectativa de um alívio nos custos, para que o frango continue sendo uma opção presente na mesa dos brasileiros.

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