quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Número de adolescentes acima do peso cresce no Oeste Paulista em uma década, aponta levantamento do Sisvan


— Foto: GETTY IMAGES via BBC

Na contrapartida, crianças de até 5 anos em sobrepeso diminuiu. Para nutricionista, a diferença entre os grupos etários está relacionada a fatores de comportamento e contexto familiar.
Por Stephanie Fonseca, g1 Presidente Prudente e Região
Um levantamento com base em dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional do SUS (Sisvan) revela tendências opostas em relação ao excesso de peso entre crianças e adolescentes da região de Presidente Prudente (SP) nos últimos dez anos. O relatório foi divulgado em setembro deste ano pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Entre crianças menores de 5 anos, os números mostram redução significativa nos índices de sobrepeso e obesidade. Já entre os adolescentes de 10 a 19 anos, a situação é inversa: o percentual aumentou em quase todos os municípios.
Segundo o comparativo entre 2014 e 2024, cidades como Estrela do Norte registraram queda expressiva entre as crianças pequenas — de 52,6% para 18,7% no período. A tendência de redução se repete em parte dos municípios acompanhados.
Por outro lado, entre os adolescentes, o cenário é de crescimento. Em Nantes, por exemplo, o índice de excesso de peso subiu de 29,4% em 2014 para 51,4% em 2024. O aumento foi registrado também em Rinópolis (45,2%), Presidente Bernardes (44,5%) e Santa Mercedes (43,3%), entre outros.
Cidades com maiores índices em 2024
Entre as crianças menores de 5 anos, os maiores percentuais de excesso de peso foram registrados em:
Santo Expedito (22,6%)
Caiuá (16,0%)
Ribeirão dos Índios (18,2%)
Rinópolis (18,6%)
Estrela do Norte (18,7%)
No grupo de adolescentes, os índices mais altos estão em:
Nantes (51,4%)
Rinópolis (45,2%)
Presidente Bernardes (44,5%)
Santa Mercedes (43,3%)
Marabá Paulista (43,2%)
O levantamento ressalta que, em alguns municípios menores, o número reduzido de cadastrados pode distorcer os percentuais.
Ainda assim, os dados indicam uma tendência regional clara: enquanto as políticas de alimentação e vigilância nutricional parecem ter surtido efeito entre as crianças pequenas, a obesidade entre adolescentes segue em expansão e exige atenção.
Um levantamento com base em dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional do SUS (Sisvan) revela tendências opostas em relação ao excesso de peso entre crianças e adolescentes da região de Presidente Prudente (SP) nos últimos dez anos. O relatório foi divulgado em setembro deste ano pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Entre crianças menores de 5 anos, os números mostram redução significativa nos índices de sobrepeso e obesidade. Já entre os adolescentes de 10 a 19 anos, a situação é inversa: o percentual aumentou em quase todos os municípios.
Segundo o comparativo entre 2014 e 2024, cidades como Estrela do Norte registraram queda expressiva entre as crianças pequenas — de 52,6% para 18,7% no período. A tendência de redução se repete em parte dos municípios acompanhados.
Por outro lado, entre os adolescentes, o cenário é de crescimento. Em Nantes, por exemplo, o índice de excesso de peso subiu de 29,4% em 2014 para 51,4% em 2024. O aumento foi registrado também em Rinópolis (45,2%), Presidente Bernardes (44,5%) e Santa Mercedes (43,3%), entre outros.
Cidades com maiores índices em 2024
Entre as crianças menores de 5 anos, os maiores percentuais de excesso de peso foram registrados em:
Santo Expedito (22,6%)
Caiuá (16,0%)
Ribeirão dos Índios (18,2%)
Rinópolis (18,6%)
Estrela do Norte (18,7%)
No grupo de adolescentes, os índices mais altos estão em:
Nantes (51,4%)
Rinópolis (45,2%)
Presidente Bernardes (44,5%)
Santa Mercedes (43,3%)
Marabá Paulista (43,2%)
O levantamento ressalta que, em alguns municípios menores, o número reduzido de cadastrados pode distorcer os percentuais.
Ainda assim, os dados indicam uma tendência regional clara: enquanto as políticas de alimentação e vigilância nutricional parecem ter surtido efeito entre as crianças pequenas, a obesidade entre adolescentes segue em expansão e exige atenção.
Impactos físicos e mentais
Gabriele ressalta que o excesso de peso não é apenas uma questão estética. O aumento da obesidade entre adolescentes eleva significativamente o risco de doenças crônicas não transmissíveis, como diabete tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e dislipidemias.
“Essas condições são o ponto de partida para outras doenças mais graves que podem deixar sequelas até o fim da vida. Além disso, pode afetar também a saúde mental, contribuindo para ansiedade, baixa autoestima e prejudicando o desenvolvimento da criança”, alerta a especialista.
O papel da família e das escolas
Para reverter o avanço da obesidade entre adolescentes, Gabriele defende que é essencial envolver a família e o ambiente escolar no processo. Segundo ela, não basta falar sobre alimentação saudável: é preciso criar condições para que isso se torne parte do cotidiano.
A nutricionista destaca que o exemplo dos pais é determinante. Ela costuma dizer que “criança não vai ao mercado”, uma forma de lembrar que são os adultos que decidem o que entra em casa.
Medidas simples, como oferecer frutas, verduras e legumes diariamente, realizar refeições em família longe das telas e evitar estocar produtos ultraprocessados, já fazem diferença. Também é importante incentivar atividades físicas, limitar o tempo de tela e estabelecer horários regulares para alimentação e sono, criando uma rotina mais equilibrada.
As escolas, por sua vez, têm papel estratégico na formação de hábitos. A conscientização sobre alimentação, combinada a atividades que estimulem o movimento e a reflexão sobre a influência da mídia, pode ajudar a construir uma nova cultura de saúde entre os jovens.
Os dados do Sisvan refletem a realidade do Oeste Paulista, mas, segundo Gabriele, o fenômeno é observado em todo o país. Regiões como Sul, Sudeste e Centro-Oeste registram as maiores taxas, mas o aumento também é visível no Nordeste e no Norte, ainda que em níveis menores. A tendência, afirma ela, é de crescimento generalizado, o que reforça a necessidade de políticas públicas mais eficazes voltadas à alimentação e à atividade física entre adolescentes.
Veja dicas da nutricionista para mudança de hábitos:
Consuma frutas, verduras e legumes diariamente;
Sempre que possível, faça a refeição junto à família, na mesa, evitando telas, televisão. Desta forma, a criança presta atenção no que está comendo;
Evite ter alimentos ultraprocessados dentro de casa;
Separe um ou dois dias da semana para uma refeição livre;
Evite que a criança tenha acesso livre aos armários, despensas, geladeira, para que assim ela não escolha o que comer e sim o seu responsável;
Estimule a prática de atividade física: caminhadas, andar de bicicleta, principalmente ao ar livre, que se torna até mais interessante para eles;
Limite o tempo diário dedicado a telas, pois isso ajuda a diminuir o sedentarismo;
Estipule horários para a alimentação e para o sono, estabelecendo com mais facilidade as rotinas saudáveis.

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