quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Polícia Civil cumpre três mandados em investigação sobre “golpe do falso advogado”



A Polícia Civil do Estado de São Paulo deflagrou, na manhã desta terça-feira (24), uma operação para cumprir três mandados de busca e apreensão dentro de uma investigação que apura a atuação de uma quadrilha especializada no chamado “golpe do falso advogado”. A ação foi coordenada pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) de Pirapozinho.

De acordo com a corporação, as investigações tiveram início após o registro de ocorrência feito por uma vítima moradora de Pirapozinho, que relatou ter sido enganada por um indivíduo que se apresentou como advogado. O suspeito utilizava informações reais de processos judiciais para dar aparência de legalidade à abordagem e, assim, convencer as vítimas a realizarem pagamentos indevidos.

No decorrer das diligências, os policiais identificaram ao menos outras cinco vítimas do mesmo grupo criminoso, o que reforça a suspeita de atuação estruturada e reiterada da quadrilha, com divisão de tarefas e uso estratégico de dados processuais.

Mandados cumpridos em duas cidades

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em São Bernardo do Campo e um em um endereço empresarial localizado na região da Avenida Faria Lima, na capital paulista.

Durante a operação, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, um aparelho celular e diversos documentos que agora serão analisados pela equipe de investigação. Um indivíduo foi detido e conduzido à unidade policial para prestar esclarecimentos, sendo posteriormente liberado após o depoimento.

Investigações continuam

A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros possíveis integrantes do grupo e verificar se há mais vítimas relacionadas ao mesmo esquema criminoso.

A orientação das autoridades é para que a população redobre a atenção diante de contatos telefônicos ou mensagens de pessoas que se apresentam como advogados solicitando valores para liberação de supostos créditos judiciais. Em caso de dúvida, a recomendação é procurar diretamente o profissional contratado ou a unidade policial mais próxima para confirmar a veracidade das informações.

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