terça-feira, 31 de março de 2026

Mais de 80% dos profissionais de enfermagem relatam violência em SP; tema é debatido em Presidente Prudente


Pode ser uma imagem de hospital

— Foto: Freepik/Reprodução

Um levantamento do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) revela um cenário preocupante no estado: mais de 80% dos profissionais de enfermagem já sofreram algum tipo de violência no exercício da profissão. A situação é ainda mais sensível pelo fato de a categoria ser composta, em sua maioria, por mulheres.

No interior paulista, os registros apontam predominância de casos de violência física e verbal contra profissionais da saúde. Entre as regiões com maior número de ocorrências estão Sorocaba, com 81 casos, São José do Rio Preto (57), Bauru (50) e Botucatu (43).

Na região de Presidente Prudente, foram contabilizados 15 profissionais vítimas de violência. Outros municípios também registraram ocorrências, como Dracena (8 casos), Adamantina (6), Presidente Venceslau (1) e Bastos (2). Já Marília contabilizou 27 registros e Itapetininga, 11.

Diante desse cenário, a Câmara Municipal de Presidente Prudente promoveu, na última quinta-feira (26), uma reunião pública em parceria com o Coren-SP para discutir medidas de enfrentamento à violência contra a mulher.

O encontro teve como foco o debate sobre prevenção, acolhimento e fortalecimento da rede de proteção às vítimas. A iniciativa surge em meio ao aumento e à repercussão de casos de violência física, psicológica, moral e de feminicídio, evidenciando a necessidade de ações contínuas e integradas por parte do poder público.

Durante a reunião, também foram discutidas estratégias de conscientização da população, ampliação do atendimento humanizado e maior integração entre os serviços já existentes, com o objetivo de garantir suporte mais eficaz às mulheres em situação de violência, especialmente aquelas que atuam na área da saúde.

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