quinta-feira, 2 de abril de 2026

Vereador Tufy Nicolau Júnior cobra explicações sobre insalubridade, gastos com radares e aulas de yoga


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Durante sessão na Câmara Municipal de Presidente Venceslau, o vereador Tufy Nicolau Junior (PSD) voltou a levantar questionamentos importantes envolvendo servidores públicos e a aplicação de recursos municipais.

Logo no início de sua fala, o parlamentar destacou a situação da insalubridade dos dentistas e auxiliares de saúde bucal. Segundo ele, o tema já havia sido alvo de requerimentos apresentados em maio e agosto de 2025, mas as respostas da Prefeitura sempre se basearam em um laudo antigo, datado de 2024.

O vereador chamou atenção para um novo laudo, concluído em dezembro de 2025, que apontou resultado negativo para o pagamento de insalubridade em grau máximo. No entanto, ele levantou dúvidas sobre a forma como o documento foi elaborado.

“O laudo foi encerrado no dia 20 de dezembro, um sábado. Quem estava acompanhando? Quais funcionários participaram? Estava em funcionamento?”, questionou.

Além disso, Tufy destacou uma possível contradição entre o laudo contratado pela Prefeitura e decisões judiciais já existentes. Ele citou casos em que a Justiça reconheceu o direito ao pagamento de 20% de insalubridade em grau máximo para dentistas do município, incluindo uma sentença já transitada em julgado.

“Se um dentista recebe por decisão judicial, os outros não estão expostos às mesmas condições? Por que o laudo da Prefeitura diz que não há insalubridade?”, indagou.

O vereador alertou ainda que a situação pode gerar uma série de novas ações judiciais contra o município e defendeu que o problema seja resolvido de forma administrativa, valorizando os profissionais.

Arrecadação com radares também é questionada

Outro ponto abordado foi a arrecadação proveniente de multas de trânsito. De acordo com dados apresentados pelo próprio Executivo, cerca de R$ 2 milhões foram arrecadados em aproximadamente 20 meses.

O parlamentar afirmou que, ao analisar os gastos informados, encontrou valores entre R$ 300 mil e R$ 400 mil, o que indicaria um saldo significativo ainda sem destinação clara.

“Eu quero saber onde está sendo aplicado esse dinheiro. A gente vê buracos na cidade sendo sinalizados com pedaços de madeira. Isso é inadmissível”, criticou.

Pedido de esclarecimento sobre aulas de yoga

Tufy Nicolau Júnior também solicitou informações sobre a contratação de aulas de yoga no município. Segundo ele, não há divulgação clara sobre o serviço, nem detalhes sobre custos, locais ou público atendido.

“Nada contra o yoga, inclusive eu até precisava fazer. Mas eu nunca ouvi falar dessas aulas acontecendo na cidade. Onde está sendo feito? Quanto custa? Por que não há divulgação?”, questionou.

Cobrança por transparência

Ao encerrar, o vereador reforçou que todos os questionamentos foram formalizados por meio de requerimentos e que aguarda respostas detalhadas da Prefeitura.

A fala evidencia a cobrança por mais transparência na gestão pública, tanto em relação à valorização dos servidores quanto à aplicação dos recursos arrecadados no município.

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