terça-feira, 28 de abril de 2026

VEREADOR WILSON HIRAKAWA CRITICA GASTOS PÚBLICOS E DEFENDE SERVIDORES EM SESSÃO DA CÂMARA



Durante sessão da Câmara Municipal, o vereador Wilson Hirakawa (PSDB) fez um discurso contundente ao abordar a situação dos servidores públicos e questionar prioridades da administração municipal.
Iniciando sua fala com a leitura de um texto preparado ao longo da semana, o parlamentar destacou a dificuldade enfrentada por funcionários municipais, especialmente das categorias mais baixas, que, segundo ele, vivem uma realidade de aperto financeiro e dependência de crédito consignado.
Wilson utilizou uma metáfora para ilustrar o cenário, afirmando que os servidores estariam “raspando a bacia das almas”, expressão que simboliza a escassez de recursos e a luta diária para fechar as contas.
O vereador criticou o que classificou como gastos excessivos com eventos, citando valores destinados a shows, enquanto, segundo ele, direitos dos servidores, como reajustes e valores retroativos — conhecidos como “descongela” — ainda aguardam solução.
Outro ponto levantado foi o projeto de suplementação orçamentária em análise na Casa.
Hirakawa demonstrou preocupação com a utilização de recursos vinculados ao sistema previdenciário municipal, especialmente diante da incerteza sobre a aprovação da segregação de massas por órgãos federais.
De acordo com o vereador, a eventual utilização desses recursos sem a devida segurança pode gerar prejuízos futuros ao município e aos próprios servidores.
Ele também questionou a destinação de novos valores para a área de engenharia, lembrando que recentemente já havia sido aprovada a ampliação da carga horária desses profissionais.
Durante o debate, houve aparte de uma vereadora, que defendeu a existência de planejamento financeiro para cobrir despesas como o pagamento aos servidores, destacando que há previsão de recursos, embora ainda dependam de trâmites orçamentários.
Em tom firme, Wilson Hirakawa afirmou que a aprovação do projeto depende da retirada de quatro pontos considerados críticos pela oposição. Segundo ele, caso as alterações não sejam feitas, os vereadores contrários devem votar pela rejeição da proposta.
O parlamentar também reforçou que a discussão não é contra o desenvolvimento do município, mas sim pela responsabilidade na aplicação dos recursos públicos e pela valorização dos servidores.

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