terça-feira, 26 de maio de 2026

Polícia apreende 200 mil figurinhas falsificadas do álbum da Copa de 2026 no Rio

 


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Foto: Divulgação/Polícia Civil

Material ilegal foi localizado no compartimento de carga de um ônibus em Nova Iguaçu; milhares de camisas falsas da seleção brasileira também foram recolhidas.

Por Roberta de Souza — Rio de Janeiro /O Globo

A febre dos colecionadores para completar o álbum da Copa do Mundo de 2026 virou alvo de organizações criminosas no Rio de Janeiro. Na última quinta-feira, agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) apreenderam 200 mil figurinhas falsificadas do livro ilustrado oficial do mundial. A ação, motivada por informações de inteligência, também resultou no confisco de milhares de camisetas piratas da seleção brasileira de futebol.

Todo o carregamento clandestino foi descoberto escondido no bagageiro de um ônibus de viagem no município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. De acordo com as investigações policiais, os produtos falsos tinham como destino final comércios populares na capital fluminense e em diferentes cidades da Região Metropolitana

Prejuízo ao consumidor e mercado ilegal

Com o aumento no preço dos pacotes oficiais — que saltaram para R$ 7 na edição deste ano — e o tamanho recorde do álbum (composto por 980 cromos devido ao novo formato de 48 seleções), o mercado paralelo tem tentado fisgar o bolso dos torcedores com réplicas de menor custo e qualidade inferior.

A Polícia Civil fluminense ressaltou que a operação coordenada pelo delegado Victor Arthur Tuttman busca combater frontalmente o abastecimento do comércio formal com mercadorias fraudulentas. Além do prejuízo direto às marcas detentoras dos direitos de propriedade, os produtos representam lesão direta aos direitos dos consumidores.

Próximos passos e investigações

De acordo com nota oficial divulgada pela corporação, os materiais apreendidos passarão por exames de perícia técnica criminal nos próximos dias. Uma vez constatado o crime contra a propriedade imaterial de forma oficial, todas as 200 mil figurinhas e camisas recolhidas serão completamente destruídas e descartadas de forma segura.

As frentes de investigação da DRCPIM permanecem abertas. O foco principal dos policiais agora é rastrear a cadeia logística do crime para identificar as gráficas clandestinas e confecções responsáveis pela manufatura dos produtos em larga escala, bem como os principais distribuidores do esquema na Baixada e no Rio.

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