
Foto: Divulgação/Polícia Civil
Material ilegal foi localizado no compartimento de
carga de um ônibus em Nova Iguaçu; milhares de camisas falsas da seleção brasileira
também foram recolhidas.
Por Roberta de Souza — Rio de Janeiro /O Globo
A febre dos colecionadores para completar o álbum
da Copa do Mundo de 2026 virou alvo de organizações criminosas no Rio de
Janeiro. Na última quinta-feira, agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes
contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) apreenderam 200 mil figurinhas
falsificadas do livro ilustrado oficial do mundial. A ação, motivada por
informações de inteligência, também resultou no confisco de milhares de
camisetas piratas da seleção brasileira de futebol.
Todo o carregamento clandestino foi descoberto
escondido no bagageiro de um ônibus de viagem no município de Nova Iguaçu, na
Baixada Fluminense. De acordo com as investigações policiais, os produtos
falsos tinham como destino final comércios populares na capital fluminense e em
diferentes cidades da Região Metropolitana
Prejuízo ao consumidor e mercado ilegal
Com o aumento no preço dos pacotes oficiais — que
saltaram para R$ 7 na edição deste ano — e o tamanho recorde do álbum (composto
por 980 cromos devido ao novo formato de 48 seleções), o mercado paralelo tem
tentado fisgar o bolso dos torcedores com réplicas de menor custo e qualidade
inferior.
A Polícia Civil fluminense ressaltou que a operação
coordenada pelo delegado Victor Arthur Tuttman busca combater frontalmente o
abastecimento do comércio formal com mercadorias fraudulentas. Além do prejuízo
direto às marcas detentoras dos direitos de propriedade, os produtos
representam lesão direta aos direitos dos consumidores.
Próximos passos e investigações
De acordo com nota oficial divulgada pela
corporação, os materiais apreendidos passarão por exames de perícia técnica
criminal nos próximos dias. Uma vez constatado o crime contra a propriedade
imaterial de forma oficial, todas as 200 mil figurinhas e camisas recolhidas
serão completamente destruídas e descartadas de forma segura.
As frentes de investigação da DRCPIM permanecem
abertas. O foco principal dos policiais agora é rastrear a cadeia logística do
crime para identificar as gráficas clandestinas e confecções responsáveis pela
manufatura dos produtos em larga escala, bem como os principais distribuidores
do esquema na Baixada e no Rio.
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