Durante sessão da Câmara Municipal, o vereador Jeremias da Silva (PP) utilizou a tribuna para comentar os debates envolvendo a segregação de massas do IPREVEM e defender medidas adotadas pela atual gestão municipal relacionadas à reforma da Previdência.
O parlamentar afirmou que inicialmente não pretendia discursar sobre o tema, mas decidiu se manifestar após os recentes posicionamentos de outros vereadores durante as discussões sobre o parecer do Ministério da Previdência.
Segundo Jeremias, a segregação de massas faz parte de um conjunto de medidas iniciadas ainda no começo da legislatura, durante a aprovação da reforma previdenciária municipal.
Durante o pronunciamento, o vereador destacou que os investimentos recentes na área da saúde, incluindo mais de R$ 800 mil destinados a exames e consultas especializadas, ocorreram dentro de um contexto de reorganização financeira da prefeitura.
O tema gerou divergência entre os parlamentares. Durante aparte, um vereador argumentou que os recursos destinados à saúde seriam provenientes de superávit do exercício anterior e não diretamente ligados à segregação de massas.
Mesmo reconhecendo a divergência de entendimento, Jeremias afirmou que considera a reforma previdenciária importante para garantir maior capacidade financeira à administração municipal.
“Tenho orgulho do meu voto na reforma da Previdência, porque ela permitiu que a gestão tivesse mais fôlego financeiro para investir em diversas áreas do município”, declarou.
O vereador também relembrou que a reforma previdenciária aprovada anteriormente passou por análise judicial e teve validade mantida. Segundo ele, os apontamentos feitos pelo Ministério da Previdência não representam encerramento definitivo do processo.
De acordo com o parlamentar, o município possui prazo de 90 dias para apresentar adequações e documentos complementares ao Ministério.
“O Ministério da Previdência fez apontamentos técnicos. Isso não significa o fim do debate”, afirmou.
Durante a fala, Jeremias também ressaltou a complexidade dos estudos atuariais envolvendo o IPREVEN e afirmou que diferentes especialistas apresentaram números divergentes ao longo dos anos sobre o déficit previdenciário do município.
O vereador declarou ainda que não possui “compromisso com o erro” e defendeu que a gestão municipal tome as medidas necessárias caso sejam identificadas falhas no processo.
Ao encerrar o pronunciamento, o parlamentar defendeu equilíbrio entre responsabilidade fiscal, sustentabilidade do sistema previdenciário e investimentos públicos em áreas como saúde, infraestrutura, esporte e educação.
“Precisamos administrar os recursos públicos com responsabilidade para que eles cheguem à população”, concluiu.
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