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Trama da TV Globo levanta dúvidas comuns sobre exclusão de herdeiros, validade de testamentos e conflitos pela divisão do patrimônio deixado por pessoa falecida
Na
novela "Quem Ama, Cuida", da TV Globo, a morte misteriosa do
empresário Arthur (Antonio Fagundes) desencadeia uma disputa que mistura
investigação criminal e sucessão patrimonial. Acusada de assassinar o marido,
Adriana (Letícia Colin) é presa e condenada pelo crime, embora se declare
inocente.
Como
viúva e única herdeira do milionário, ela também passa a enfrentar questionamentos
sobre seu direito à herança. Isso porque, além do falecimento de seu esposo,
sua irmã, Pilar (Isabel Teixeira), e seus filhos passam a disputar a posse da
mansão e da fortuna do empresário.
Na
prática, existem formas de evitar que a sucessão patrimonial se transforme em
um conflito entre herdeiros? “O planejamento sucessório é sempre recomendável
para evitar litígios, mas não é garantia de que os herdeiros não questionem as
medidas adotadas, especialmente quando houver dúvidas sobre sua legalidade ou eventual
prejuízo aos seus direitos. Ainda assim, quando estruturado de forma adequada,
ele tende a reduzir significativamente os riscos de disputas e a conferir maior
segurança jurídica à sucessão”, explica a advogada Patricia Valle Razuk, sócia do PHR Advogados
e especialista em Direito de Família e Sucessões.
A
especialista explica que, no entanto, não há limite legal para a quantidade de
alterações que podem ser feitas em um testamento, nem prazo para que elas
ocorram. “Porém, mudanças muito frequentes ou realizadas em curto espaço de
tempo podem despertar desconfiança e levar interessados a questionar sua
validade judicialmente”.
Desde
que as alterações observem todos os requisitos legais, não há motivo para
intervenção do Poder Judiciário. “Em regra, qualquer bem pode ser incluído em
testamento. Nos casos de copropriedade, entretanto, a disposição testamentária
se limita à fração pertencente ao testador, não alcançando a parte que cabe aos
demais coproprietários”.
Fonte:
Patrícia
Valle Razuk -
sócia e co-fundadora do PHR Advogados. Graduada em Direito pela Pontifícia
Universidade Católica (PUC/SP), especialista em Direito de Família e Sucessões
pela Escola Paulista de Direito (EPD). Especialista em Mediação de Conflitos
pela Harvard Law School.

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