sexta-feira, 19 de junho de 2026

Queda no preço da batata, alho e cebola traz alívio ao consumidor, aponta pesquisa


Pode ser uma imagem de fruta

Os consumidores começaram a sentir um pequeno alívio no bolso na primeira quinzena de junho. Uma pesquisa realizada pelo Índice de Preços Toledo revelou queda nos preços de alguns dos principais itens da alimentação dos brasileiros, especialmente hortaliças que vinham registrando altas expressivas nos últimos meses.

A batata foi um dos produtos que mais apresentou redução, com deflação de 13,06% neste início de mês. O alho também teve queda significativa, com recuo próximo de 19%, enquanto a cebola ficou mais de 15% mais barata em comparação ao levantamento anterior.

Apesar da boa notícia, os preços ainda permanecem elevados em relação aos meses anteriores. Em maio, por exemplo, a batata acumulou alta superior a 108%, o que ajuda a explicar por que muitos consumidores ainda sentem dificuldade para perceber a redução.

Enquanto alguns produtos apresentam queda, outros continuam pressionando o orçamento familiar. O tomate seguiu em trajetória de alta e registrou aumento superior a 2% na quinzena, chegando a ser encontrado por quase R$ 15 o quilo em alguns estabelecimentos.

A aposentada Maria Aparecida, que faz compras semanalmente, afirma que é preciso pesquisar antes de colocar os produtos no carrinho.

“Tem coisa que não é da época e está muito cara. O quiabo, por exemplo, está custando R$ 16. Não está barato, mas a gente precisa comprar. Sempre procuramos os preços mais em conta para conseguir economizar”, conta.

Para o educador financeiro Arnaldo Pereira, muitas vezes os consumidores não percebem as oscilações de preços porque observam apenas o valor final da compra.

“Os produtos estão passando por uma correção de preços, ficando menos caros. Mas fatores como chuva, seca, período de safra e custos de transporte influenciam diretamente nos valores praticados no mercado”, explica.

Segundo o especialista, as variações são naturais e tendem a ocorrer ao longo do ano conforme a disponibilidade de cada produto e os custos da cadeia de distribuição.

Diante desse cenário de oscilações, especialistas reforçam que a melhor estratégia para preservar o orçamento doméstico continua sendo a pesquisa de preços, o planejamento das compras e a flexibilidade para substituir produtos mais caros por alternativas mais acessíveis.

“Quem acompanha os preços compra com inteligência. Quem compra sem planejamento acaba pagando a conta da inflação duas vezes”, ressalta Arnaldo.

A orientação é que os consumidores mantenham o hábito de comparar valores entre estabelecimentos e aproveitem períodos de queda para equilibrar os gastos com alimentação.

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