Foto: TV TEM/Reprodução
Fraude ocorreu por quase dois anos; investigada fechou acordo com o Ministério Público, aceitou pagar multa e teve os direitos políticos suspensos.Uma supervisora de ensino municipal de Regente Feijó (SP) foi alvo de uma investigação do Ministério Público (MP) por fraude no registro de ponto. O relatório da promotoria aponta que a servidora registrava sua presença na prefeitura e, pouco tempo depois, ia trabalhar em uma escola privada em Presidente Prudente (SP). As irregularidades administrativas aconteceram entre abril de 2023 e março de 2025. Segundo o inquérito civil, o rastreamento eletrônico mostrou registros em duplicidade feitos com poucos minutos de diferença em cidades diferentes. A distância entre os dois municípios é de menos de 20 quilômetros. O MP caracterizou a conduta como prejuízo ao erário e ato de improbidade administrativa.
⚖️ Acordo e Punições
Para evitar o desdobramento de uma ação judicial, a investigada aceitou um acordo homologado pela 1ª Turma do Conselho Superior do Ministério Público. Os termos incluem: Multa civil: Cerca de R$ 3,2 mil.
Ressarcimento: Cerca de R$ 3,2 mil devolvidos ao município de Regente Feijó.
Direitos políticos: Suspensão total pelo prazo de dois anos. Após a homologação do acordo, o inquérito civil foi arquivado pela promotoria. 🏢
O que dizem os envolvidos
Prefeitura de Regente Feijó: Declarou em nota oficial que não sabia da conduta de duplicidade e não compactua com ilegalidades. Informou também que a servidora já deixou o cargo de supervisora e o caso está resolvido junto ao MP.
Sesi-SP (Escola Privada): Afirmou em nota que não faz parte do inquérito citado e reforçou seu compromisso com a transparência e colaboração legal.
Defesa da Servidora: O advogado responsável declarou que não vai se manifestar por razões de sigilo profissional e falta de autorização da cliente.

Nenhum comentário:
Postar um comentário