quarta-feira, 1 de julho de 2026

Mais de 700 detentos não retornam após 'saidinha' de junho em SP; região tem recapturas



A última saída temporária do ano para reeducandos do regime semiaberto, realizada entre os dias 16 e 22 de junho de 2026, terminou com um saldo de centenas de considerados foragidos em todo o Estado de São Paulo.
De acordo com dados oficiais da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP-SP), dos 28.498 detentos que receberam o benefício da Justiça, 781 não se reapresentaram no prazo legal.
O índice de evasão estadual ficou na casa dos 2,74%.Silêncio oficial no Oeste Paulista e recapturas na região.

Embora a SAP e a Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Oeste (Croeste) não tenham divulgado o balanço regionalizado e por município — estratégia comum para evitar a exposição de fragilidades locais —, a movimentação das forças de segurança confirma o cenário de buscas na região de Presidente Prudente.Em Presidente Venceslau, a Polícia Militar já iniciou o trabalho de varredura.
Na última quarta-feira (24), policiais da Força Tática do 42º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I) localizaram e recapturaram um homem que se encontrava evadido do sistema prisional justamente por descumprir o retorno da referida saída temporária.
Historicamente, o município de Presidente Venceslau mantém índices baixos de evasão em comparação com outras regiões.
Na saída anterior, realizada em março deste ano, a cidade registrou apenas uma ausência entre os 64 beneficiados. No início do ano, em janeiro, foram três reeducandos considerados foragidos na localidade.
Cenário no interior do Estado
Se no Oeste Paulista os números são guardados sob sigilo técnico, outras regiões do interior paulista apresentaram dados expressivos que ajudam a desenhar o mapa da evasão no Estado:
Vale do Paraíba: Registrou uma das maiores concentrações de fugitivos, com 116 detentos que não retornaram (destes, 100 pertenciam a unidades de Tremembé).
Região de Bauru: Unidades prisionais locais também registraram dezenas de ausências, ativando alertas para as polícias Civil e Militar da região.
Consequências jurídicas
O descumprimento do prazo de retorno acarreta punições severas imediatas. De acordo com a Lei de Execução Penal (LEP), o reeducando que não retorna na data e horário previstos perde o direito ao regime semiaberto. Assim que capturados pela polícia ou entregues espontaneamente, os detentos passam pelo processo de regressão de regime, retornando diretamente para o regime fechado, além de perderem o direito a futuros benefícios de saída.
As polícias Militar e Civil continuam realizando patrulhamentos preventivos e abordagens direcionadas em pontos estratégicos do Oeste Paulista para localizar os reeducandos que ainda não se apresentaram.

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