quinta-feira, 9 de julho de 2026

SSP e Ministério Público reforçam parceria para combater crimes virtuais contra crianças e adolescentes

 

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) e o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) discutiram, nesta segunda-feira (6), novas estratégias para fortalecer o combate aos crimes praticados pela internet contra crianças e adolescentes.

Durante a reunião, realizada na sede da Secretaria, representantes das duas instituições trataram da ampliação da cooperação no compartilhamento de informações e no aperfeiçoamento das investigações de casos envolvendo violência digital.

Entre os principais crimes monitorados estão a indução ao suicídio, a automutilação, a exploração e violência sexual, além de outras práticas criminosas que colocam em risco a integridade física e emocional de crianças e adolescentes.

Um dos destaques do encontro foi o trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), grupo especializado formado por policiais civis, policiais militares e peritos. O núcleo atua no monitoramento de plataformas digitais para identificar situações de risco, localizar vítimas e produzir informações que auxiliam nas investigações da Polícia Civil.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, a integração entre os órgãos é fundamental para agilizar as investigações, identificar autores de crimes virtuais e ampliar a proteção às vítimas.

O secretário-executivo da SSP, coronel Henguel Ricardo Pereira, destacou que o enfrentamento à violência digital exige atuação conjunta entre as instituições para tornar mais eficientes as ações de prevenção, investigação e responsabilização dos criminosos.

A coordenadora do Noad, delegada Lisandréa Salvariego, ressaltou que os crimes cometidos no ambiente virtual apresentam características específicas e exigem respostas rápidas e técnicas. De acordo com ela, a troca de informações entre os órgãos fortalece as investigações e aumenta a capacidade de identificar situações de risco antes que elas resultem em consequências mais graves.

As autoridades reforçam ainda o alerta para que pais e responsáveis acompanhem a atividade de crianças e adolescentes na internet, conversem sobre os riscos das redes sociais e denunciem qualquer situação suspeita às autoridades competentes.

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