sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Psicólogo diz que mãe acusada de matar os três filhos relatou ter ouvido voz masculina ordenando os crimes

 


 Foto: Reprodução

Depoimento foi apresentado durante julgamento nos Estados Unidos; defesa sustenta que mulher sofria de psicose pós-parto

Uma mulher acusada de matar os três filhos nos Estados Unidos teria relatado, após o crime, que ouviu uma voz masculina ordenando que ela matasse as crianças e depois tirasse a própria vida. A informação foi apresentada durante o julgamento de Lindsay Clancy, em andamento no estado de Massachusetts.

O relato foi feito pelo psicólogo clínico e forense Paul Zeizel, que acompanhou Clancy após o episódio. Segundo o profissional, durante uma conversa com o então marido, Patrick Clancy, a mulher afirmou que havia escutado uma voz masculina dizendo que ela não tinha escolha e deveria matar os filhos e depois cometer suicídio.

O caso aconteceu em janeiro de 2023, na cidade de Duxbury. As três crianças — Cora, de 5 anos, Dawson, de 3, e Callan, de apenas oito meses — morreram após serem estranguladas. Depois do crime, Clancy tentou tirar a própria vida ao se jogar de uma janela. Ela sobreviveu, mas ficou paraplégica.

Defesa aposta em problemas de saúde mental

Durante o julgamento, os advogados de Clancy não contestam que ela tenha provocado a morte das crianças. A principal discussão está relacionada ao seu estado mental no momento dos crimes.

A defesa sustenta que ela sofria de psicose pós-parto, além de outros problemas psiquiátricos, e que sua condição teria se agravado nos meses anteriores às mortes.

Zeizel afirmou aos jurados que identificou sintomas compatíveis com psicose, incluindo possíveis alucinações auditivas. O psicólogo também declarou que não acreditava que Clancy estivesse fingindo os sintomas.

Familiares também prestaram depoimentos sobre a mudança no comportamento da mulher antes da tragédia. A ex-sogra afirmou que Clancy estava enfrentando dificuldades e "pedindo ajuda", enquanto outros familiares relataram sinais de ansiedade, paranoia e pensamentos suicidas.

Promotoria contesta versão

A acusação apresenta uma versão diferente. Os promotores sustentam que as mortes foram planejadas e defendem que Clancy tinha responsabilidade criminal pelos atos.

Entre os argumentos apresentados pela acusação estão atividades consideradas normais realizadas por ela no dia das mortes, incluindo levar os filhos ao médico e brincar com eles antes do crime. Para a promotoria, esses comportamentos seriam incompatíveis com a alegação de que ela estava completamente dominada por um episódio psicótico.

O julgamento continua e deverá definir se Clancy poderá ser responsabilizada criminalmente pelas mortes ou se sua condição mental será considerada determinante para o resultado do processo.

Caso ganhou repercussão internacional

O caso provoca forte repercussão nos Estados Unidos por envolver a morte de três crianças e pela discussão sobre os limites entre doença mental e responsabilidade criminal.

O julgamento também chama atenção para a importância do diagnóstico e do tratamento de transtornos psiquiátricos graves no período após o nascimento de um filho, especialmente quando aparecem sinais de pensamentos suicidas, paranoia ou alucinações.

Fonte da informação: Extra – Blog Page Not Found, com informações complementares de CBS News, The Boston Globe, AP e ABC News.

Importante: as alegações apresentadas pela defesa fazem parte do processo judicial e ainda estão sendo analisadas pela Justiça. A acusada não deve ser considerada inocente ou culpada definitivamente até a conclusão do julgamento.

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