Negociações de imóveis residenciais usados cresceram 113,29%, enquanto contratos de aluguel recuaram 17,62%, segundo levantamento do CRECI-SP
O mercado imobiliário do Oeste Paulista apresentou uma forte reação no mês de julho de 2026. As vendas de imóveis residenciais usados na região de Presidente Prudente cresceram 113,29% em comparação com junho, enquanto os contratos de locação registraram queda de 17,62% no mesmo período.
Os dados fazem parte de uma pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECI-SP), realizada com 46 corretores e imobiliárias de Adamantina, Álvares Machado, Dracena, Martinópolis, Presidente Epitácio, Presidente Prudente, Presidente Venceslau e Tupi Paulista. As informações foram divulgadas pelo portal iFronteira, em reportagem publicada nesta quarta-feira (19).
Casas concentram maior parte das vendas
De acordo com o levantamento, as casas representaram 71% das vendas realizadas em julho, enquanto os apartamentos responderam por 29% das negociações.
Entre as casas comercializadas, os imóveis de dois dormitórios foram os mais procurados, correspondendo a 52,2% das vendas. Na sequência aparecem as residências de três dormitórios, com 30,4%.
A pesquisa também mostra que 43,5% das casas vendidas tinham entre 51 e 100 metros quadrados, indicando preferência por imóveis de tamanho intermediário.
No segmento de apartamentos, as unidades de dois dormitórios também lideraram, com 50% das vendas. A maior parte dos apartamentos negociados, 62,5%, possuía até 50 metros quadrados.
Imóveis de até R$ 400 mil lideram negociações
A pesquisa aponta ainda que a maior parte das negociações ficou concentrada nas faixas de preço mais acessíveis.
Imóveis entre R$ 201 mil e R$ 300 mil representaram 32,3% das vendas, enquanto aqueles entre R$ 301 mil e R$ 400 mil corresponderam a 29%.
As propriedades avaliadas em até R$ 200 mil também tiveram participação expressiva, com 29% das negociações.
O cenário indica que o comprador regional continua priorizando imóveis que apresentem uma relação mais equilibrada entre preço, localização, tamanho e capacidade de financiamento.
Financiamento da Caixa foi principal forma de pagamento
O financiamento habitacional da Caixa Econômica Federal foi responsável por 44% das compras realizadas em julho.
As negociações feitas diretamente com o proprietário representaram 28%, enquanto as compras à vista corresponderam a 24%. Outros bancos participaram de 4% das operações.
Outro dado apontado pelo levantamento é que 61,3% dos imóveis foram vendidos pelo mesmo valor anunciado, sem desconto. Em 16,1% das negociações, o abatimento foi de até 5%, e outros 16,1% tiveram descontos entre 6% e 10%.
Bairros fora da região central ganham destaque
A distribuição das vendas também mostra uma preferência por imóveis localizados fora das áreas centrais.
Segundo a pesquisa, 54,2% das negociações ocorreram nas demais regiões dos municípios, enquanto 25% foram realizadas em bairros considerados nobres e 20,8% em áreas centrais.
O resultado reforça a procura por bairros que oferecem alternativas de preços, espaço e localização consideradas mais compatíveis com o orçamento dos compradores.
Aluguéis apresentam queda após forte alta em junho
Enquanto as vendas avançaram, o mercado de locações apresentou comportamento inverso.
Os contratos de aluguel recuaram 17,62% em julho, depois de terem registrado uma alta expressiva de 128,70% em junho.
Mesmo com a retração mensal, as casas continuaram predominando entre os imóveis alugados, representando 80% dos contratos, contra 20% de apartamentos.
O levantamento mostra ainda que o seguro-fiança foi a principal modalidade de garantia, utilizado em 71,8% dos contratos. O fiador apareceu em 25,6% das locações e o depósito caução em 2,6%.
Mercado demonstra sinais de recuperação
Os números de julho apontam para uma mudança importante no comportamento do mercado imobiliário regional. O forte crescimento das vendas indica uma retomada das negociações, especialmente entre imóveis residenciais usados de perfil econômico e intermediário.
A concentração das compras em imóveis de até R$ 400 mil e a forte participação do financiamento habitacional mostram que crédito, preço e capacidade de pagamento continuam sendo fatores determinantes para a decisão dos compradores.
Por outro lado, a queda nas locações ocorre depois de um avanço excepcional registrado em junho e pode representar uma acomodação da demanda, e não necessariamente uma perda de força do mercado de aluguel.
O desempenho dos próximos meses deverá depender de fatores como condições de financiamento, juros, emprego e renda das famílias.
Fonte: iFronteira, com informações de pesquisa do CRECI-SP.
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