sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Onda de furtos de peças de bronze atinge cemitérios do Oeste Paulista; Caiuá é mais um município afetado


A profanação de túmulos e o furto de peças de bronze no Cemitério Municipal de Caiuá, descoberta nesta terça-feira (22), não é um caso isolado. A ação integra uma preocupante sequência de crimes semelhantes registrados em cidades da região, levando placas de identificação, símbolos religiosos e imagens sacras dos campos santos.

O caso em Caiuá

Familiares que visitavam o cemitério encontraram diversos jazigos violados. Os criminosos removeram preferencialmente objetos de bronze — placas com nomes, crucifixos, imagens e ornamentos. O material tem valor elevado no mercado de reciclagem e revenda clandestina. A ocorrência foi registrada na Delegacia de Polícia Civil, que investiga a autoria.

Em Presidente Venceslau

O município registrou caso de grande repercussão em abril de 2026: uma imagem de Jesus Cristo, também em bronze, com mais de dois metros de altura, foi furtada de um túmulo na avenida principal do Cemitério Municipal. O local já havia sido alvo de furtos menores de vasos e peças metálicas. A fragilidade na segurança — com entradas sem vigilância e sem portão em parte do perímetro — tem sido apontada como fator facilitador.

Outros registros na região

A prática se repete em cidades vizinhas:

Martinópolis (maio/2026): Suspeitos presos após furtarem imagens de cobre e placas de bronze; material recuperado no Paraná
Flórida Paulista (junho/2026): Cerca de 20 túmulos atingidos; cadeado arrombado e vasos de bronze levados
Fernando Prestes (setembro/2026): Aproximadamente 70 placas de bronze e estatuetas furtadas em uma única madrugada

O que diz a lei

A violação de sepultura é crime previsto no Artigo 210 do Código Penal, com pena de reclusão de 1 a 3 anos, além de multa. Quando há apropriação do material, configura-se também furto qualificado. Quem recebe ou compra as peças responde por receptação, com penas que podem chegar a 8 anos.

O que fazer diante de indícios

Fotografe e registre o estado do túmulo;
Registre Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia Civil (pode ser online);
Comunique formalmente a administração do cemitério;
Denuncie movimentação suspeita pelo telefone 190;
Famílias podem buscar reparação civil por danos materiais e morais.

As autoridades reforçam: a comunidade é parceira fundamental na vigilância. Qualquer pessoa observando alguém retirando peças de túmulos ou carregando material metálico suspeito nas proximidades de cemitérios deve acionar a polícia imediatamente.


Fontes: Portal Bueno / Blog do Toninho / G1 Presidente Prudente / Rádio Metrópole FM

Nenhum comentário:

Postar um comentário