A Polícia Civil de São Paulo deflagrou na manhã desta quarta-feira (2) a Operação Fim da Linha, contra uma organização criminosa dedicada ao tráfico de drogas em Palmital, no interior paulista. Foram cumpridos mandados judiciais que resultaram em sete prisões, além de apreensão de armas, drogas e valores.
Investigação e ordens judiciais
A ação foi coordenada pela Delegacia de Polícia de Palmital, com cumprimento de 8 mandados de prisão temporária e 16 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Regional das Garantias da 5ª Região Administrativa Judiciária.
As ordens foram solicitadas após investigação que identificou um grupo estruturado e especializado no abastecimento e comércio de entorpecentes no município e região. Os investigadores mapearam a divisão de funções dentro da organização: havia responsáveis pelo transporte, armazenamento e fracionamento de drogas em imóveis conhecidos como "casas-bomba", além de pessoas usadas como "laranjas" para movimentar o dinheiro obtido com o crime.
Com indícios de participação e a necessidade de aprofundar as apurações, a Polícia Civil pediu ao Poder Judiciário as medidas restritivas, que foram deferidas.
Ação e resultados
Foram mobilizados 41 policiais civis, divididos em 11 equipes. O trabalho contou com apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE) e da DEIC de Presidente Prudente, com equipes de Assis, Adamantina, Dracena, Presidente Prudente e Presidente Venceslau, todas vinculadas ao Deinter-8.
As equipes atuaram de forma simultânea em endereços das zonas urbana e rural de Palmital. Confira o balanço:
✅ 6 pessoas presas por mandado de prisão temporária
✅ 1 pessoa presa em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito
➡️ Total: 7 prisões
🔍 Apreensões:
Aparelhos celulares
Valores em dinheiro
Espingarda calibre .22 e munições de diversos calibres
Balanças de precisão com características de maconha
Situação dos investigados
Duas pessoas alvo de mandados não foram localizadas e seguem sendo procuradas. Os sete detidos têm entre 18 e 37 anos e estão recolhidos em presídios da região, à disposição da Justiça. As diligências continuam para tentar localizar os procurados e aprofundar as investigações sobre a estrutura da organização.

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