terça-feira, 1 de setembro de 2026

Polícia Civil deflagra Operação Recidiva contra golpe com falsos comprovantes de PIX em Presidente Prudente

 



Investigação apura prejuízo a estabelecimento comercial e cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão; seis celulares foram apreendidos

A Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Presidente Prudente, deflagrou nesta sexta-feira, 28 de agosto, a Operação Recidiva, voltada à investigação de uma série de fraudes praticadas com a utilização de falsos comprovantes de pagamento via PIX.

A operação resultou no cumprimento simultâneo de quatro mandados de busca e apreensão relacionados a uma investigação que apura a prática de estelionatos contra estabelecimentos comerciais.

Pizzaria sofreu prejuízo após pagamentos que não foram creditados

As investigações tiveram início depois que o proprietário de uma pizzaria de Presidente Prudente identificou que diversos pedidos haviam sido entregues após os responsáveis encaminharem supostos comprovantes de pagamento via PIX.

Apesar da apresentação dos comprovantes, os valores correspondentes não haviam sido efetivamente creditados na conta bancária do estabelecimento.

Segundo a investigação, a dinâmica utilizada consistia na realização dos pedidos, indicação de endereços para a entrega dos produtos e, posteriormente, no envio de comprovantes que simulavam pagamentos realizados.

Ao todo, seis pedidos foram entregues, causando um prejuízo de R$ 2.374,40 ao estabelecimento comercial.

Outros três pedidos foram identificados antes da entrega, o que permitiu à vítima interromper as solicitações e evitar que o prejuízo fosse ainda maior.

Seis celulares foram apreendidos durante a operação

Com o avanço das apurações, a Polícia Civil reuniu elementos que subsidiaram a representação judicial para o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão.

Durante as diligências realizadas nesta sexta-feira, os policiais cumpriram as medidas em imóveis relacionados aos fatos investigados e apreenderam, ao todo, seis aparelhos celulares.

Os dispositivos estavam em posse de investigados, em quartos utilizados por eles e também em outro imóvel relacionado às investigações.

Em uma das diligências, um dos investigados teria informado inicialmente que não possuía aparelho celular. Durante as buscas, entretanto, os policiais localizaram um telefone escondido sob o colchão de uma cama. O equipamento também foi apreendido.

Todo o material recolhido será encaminhado ao Instituto de Criminalística de Presidente Prudente, onde passará por exames periciais.

A análise dos aparelhos deverá auxiliar na extração e verificação de dados que possam contribuir para o esclarecimento completo do caso, além da identificação de possíveis outros envolvidos e da individualização das condutas dos investigados.

Nome da operação faz referência a antecedentes de investigado

A denominação Operação Recidiva faz referência, segundo a Polícia Civil, ao histórico criminal de um dos investigados.

Ele já teria sido condenado, em primeira instância, em duas oportunidades por crimes semelhantes, envolvendo fraudes eletrônicas contra estabelecimentos comerciais do setor alimentício.

Nas ocorrências anteriores, conforme as investigações, a prática apresentava características semelhantes às apuradas agora: pedidos de alimentos realizados por meios eletrônicos, indicação de endereço para entrega e envio de falsos comprovantes de pagamento via PIX.

A estratégia induziria os estabelecimentos a liberar os produtos sem que os valores fossem efetivamente recebidos.

Polícia Civil alerta comerciantes sobre golpes com PIX

Além das investigações, a Polícia Civil aproveitou a deflagração da operação para fazer um alerta aos comerciantes, principalmente aos estabelecimentos que trabalham com grande volume de pedidos e pagamentos digitais.

A principal orientação é que empresários e funcionários confiram diretamente se o valor foi efetivamente creditado na conta antes da liberação ou entrega de produtos.

Segundo a Polícia Civil, o simples recebimento de um comprovante não significa que o pagamento tenha sido realmente efetuado.

Com a popularização do PIX e de outras formas eletrônicas de pagamento, criminosos podem utilizar documentos falsificados ou adulterados para simular transações inexistentes.

A recomendação é que os estabelecimentos adotem procedimentos internos de conferência e façam a confirmação do efetivo recebimento dos valores antes da entrega das mercadorias.

Também é aconselhada a conferência diária entre os pedidos realizados, as vendas efetuadas e os créditos recebidos, especialmente em empresas com grande fluxo de atendimento.

A Polícia Civil destaca ainda que, diante de qualquer suspeita de fraude, comerciantes devem preservar comprovantes, conversas, números de telefone utilizados nos contatos, registros dos pedidos, endereços de entrega e outras informações que possam auxiliar nas investigações.

O caso continua sendo investigado, e as próximas etapas dependem, entre outros fatores, da análise pericial dos aparelhos eletrônicos apreendidos.

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