Foto: Magnific
Uma criança de quase dois anos teve a vida encerrada por meio de um procedimento médico na Holanda. O caso é considerado o primeiro envolvendo uma criança entre um e doze anos desde que o país passou a permitir esse tipo de procedimento em situações extremamente específicas.
A criança nasceu prematuramente, com apenas 26 semanas de gestação, e sofreu graves danos cerebrais. Também tinha paralisia cerebral severa, deficiência visual, crises epilépticas frequentes e dificuldades respiratórias.
Segundo a comissão holandesa que analisou o caso, médicos e familiares chegaram à conclusão de que o sofrimento era insuportável, não havia perspectiva de melhora e não existia outra alternativa razoável capaz de aliviar a situação.
Antes da decisão, outros médicos foram consultados e diferentes possibilidades de tratamento e cuidados paliativos foram discutidas.
A comissão concluiu que o médico responsável agiu de maneira cuidadosa e respeitou os critérios estabelecidos pelas autoridades holandesas.
A Holanda permite esse procedimento para crianças entre um e doze anos somente em circunstâncias muito restritas. O caso também será analisado pelo Ministério Público do país.
Por : Fernando Moreira
Fonte: Extra/Globo, com informações de autoridades e órgãos médicos da Holanda.
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