Na manhã do último sábado (24 de outubro), por volta das 6h20, em frente a uma farmácia da Avenida Presidente Vargas, no Centro, um policial militar de folga, de 47 anos, reagiu a uma tentativa de assalto e atingiu um homem de 34 anos, que não resistiu aos ferimentos.
Conforme registro encaminhado à Polícia Civil, o militar havia encerrado seu plantão e, após passar em casa, dirigiu-se ao estabelecimento comercial para fazer uma compra. No local, foi abordado por um transeunte que, de forma inesperada, exigiu a chave de seu veículo — dentro do carro estavam os filhos do policial e outra passageira.
O militar identificou-se como integrante da Polícia Militar e ordenou que o homem se afastasse. Ele, porém, persistiu na ação e tentou agredi-lo fisicamente. Em resposta, o policial efetuou um primeiro disparo na perna do suspeito, que mesmo ferido continuou a avançar, tentando golpear o militar e arrebatar sua arma de fogo. Diante da continuidade da ameaça, foram efetuados novos disparos.
Uma testemunha presencial apresentou relato compatível com a versão do policial, e imagens de monitoramento do local também corroboram a dinâmica narrada. A vítima foi socorrida à Santa Casa de Presidente Epitácio, mas não sobreviveu aos ferimentos.
A ocorrência foi apresentada à Polícia Civil, que realizou perícia no local, requisitou exames técnicos e apreendeu a arma utilizada. Em análise preliminar, a autoridade policial entendeu haver indícios de legítima defesa e não lavrou Auto de Prisão em Flagrante. O fato foi registrado como homicídio praticado em legítima defesa e tentativa de roubo. O caso será investigado de forma integral por inquérito policial, podendo surgir novos elementos ao longo da apuração.
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